sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"Estes gajos estão malucos, sabe?"
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A ver quem quer ficar com ela
Não é preciso ser professor catedrático para se saber que cada país tem as suas preferências por motos. Cá em Portugal, se fôssemos a votos, as V5, as Xf17, Casais, EFS, e outras 50s ganhavam de longe. Os espanhóis são doidinhos por Bultacos, Montesas, Ossas e outras máquinas "made in Spain", os italianos por Ducatis, Moto Guzzis e Vespas, e assim por diante. Em face disto, não será de estranhar que os bifes tenham os radares virados sobretudo para tudo o que é inglês, seja as marcas mais conhecidas seja aquelas que apareceram e desapareceram passado pouco tempo mas esta paixão deles com "P" grande pelas suas "senhoras" vai ser testada em grande no sábado quando uma BSA Rocket 3 de competição for a leilão com uma licitação-base de 160.000 libras, cerca de 200.000 euros. Por trás deste valor estratosférico para uma moto - é quase como cá em Portugal tivéssemos uma V5 especial de corrida a ser vendida por 15.000 ou 20.000 euros - está não tanto a moto em si mas o seu significado histórico para os ingleses. É que esta Rocket, juntamente com duas outras, foram as últimas BSA de competição preparadas pela fábrica pouco antes dela fechar em 1971. Foram preparadas partir da Speed Twin - cada motor é 1,5 de Speed Twin - e correram nos Estados Unidos onde depois de um começo não muito brilhante ainda ganharam duas provas de resistência e bateram recordes de velocidade. Agora, é só esperarmos pelo fim de semana para sabermos se algum "desaparafusado" dá os 200.000 euros que estão a ser pedidos pela máquina o que, a acontecer, faria dela, umas das clássicas mais cáras dos últimos dez anos!quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ele também vai
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Desde Portugal, por essas Europas fora
Clássicas portuguesas a irem a Espanha já vai havendo algumas, sobretudo a passeios próximos da fronteira mas José Marques e Klaus Schultz decidiram este verão ir com as suas Heinkels 103 A2 um pouco mais longe, à Alemanha. E foram. Durante seis dias fizeram quase 3500 kms por estradas secundárias, desde Sintra até próximo de Colónia onde teve lugar o 27º Encontro Anual das Heinkel . Como seria de esperar, os dois foram recebidos em grande festa pelos outros participantes, cerca de 500, ganhando - destacamente - o prémio para as Heinkel que vieram de mais longe para o encontro. Segundo os dois, as máquinas portaram-se bem. Tão bem que o principal problema, sobretudo da parte de José Marques, foi que se esqueceu por várias vezes que a moto não tem luz de reserva e por mais de uma vez ficou parado no meio do nada sem gasolina. Felizmente que eram dois!
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Afinal não acabou
Se há coisa que quase todos, para não dizer todos, os apaixonados de motos clássicas pensavam que estava para acabar eram os poços da morte que há 40 ou mesmo 30 anos atrás se via um pouco por todo o país e no resto da Europa também. Era considerado perigoso, mal pago, e pouco atraente mesmo para quem gosta muito de motos. Mas pelo menos em Inglaterra, o fenómeno não só não morreu como até está a ressurgir. E uma boa prova disso foram os shows que os "Hell Riders", uma família inglesa especializada neste tipo de espectáculos, deu em Stafford, por ocasião da feira de motos clássicas que teve lugar na cidade no fim de semana passado. Com sete membros, incluindo duas mulheres, a família já vai na quarta geração de pocistas e depois de ter passado tempos difíceis nos anos 80, tem vindo aos poucos a ganhar fôlego e hoje em dia é requisitada para o todo o tipo de espectáculos,
tanto no Reino Unido como em França e na Alemanha. Tem um site (www.wallofdeath.co.uk), relações públicas, plano anual de espectáculos, clube de fans e artigos de merchandising. E ao que consta, não é o único poço da morte em actividade em Inglaterra. Segundo Ken Fox, o seu responsável máximo e neto do fundador da trupe, há mais oito ou nove no país. E todos com trabalho.domingo, 17 de outubro de 2010
O homem era mesmo um génio

Das seis motos que já tive até hoje, duas foram Hondas e tanto antes de as ter como depois, sempre tive uma alta estima pela marca. E apesar de, até há poucos anos atrás, não me interessar muito por motos antigas, já tinha lido umas coisas sobre o começo da Honda e o seu fundador, Soichiro Honda. Neste fim de semana, no entanto, os meus conhecimentos sobre a matéria aumentaram, e de que maneira. Tudo por causa do artigo sobre os primórdios da Honda no mundo das competições que estou a preparar para a próxima edição da revista e que me tem ocupado uma boa parte do fim de semana. O tema é apaixonante mas no meio das pesquisas todas descobri este cartão postal que aparentemente não tem nada de especial mas que, pensando melhor parece-me ser um bom exemplo do muito de génio que Soichiro tinha em si. A foto é de 1952 e mostra um camião que Soichiro se lembrou de utilizar na época para promover, a sua primeira "máquina" completa, a Honda Club F. Passados 10, 15 e 20 anos, muitas outras marcas de motos, inclusive portuguesas, lembraram-se de utilizar camiões para promover as suas novidades em duas rodas mas em 1952 e fazendo uso de quase 20 jovens com cara engraçada, e apraltadas como se fossem para a escola, quem seria capaz de resistir a comprar uma moto destas?
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vamos ver o Cannonball?
Até à coisa de um ano atrás o Cannonball - que traduzido à letra pode denominar-se o "homem-bala" - era algo meio nubloso para mim. Sabia que era o nome de um passeio de resistência de clássicas que tem lugar todos os anos nos Estados Unidos mas tirando isso, era um mistério. Este ano, porém, fui juntando informação daqui e dali, e o puzzle começou a ganhar forma. Descobri - brilhantemente! - que o passeio é uma travessia dos Estados Unidos, de costa a costa, numa distância de quase 5000 kms. Realiza-se todos os anos no verão, tem uma duração de 16 dias, e as motos participantes têm que ser anteriores a 1916. O nome Cannonball advém do facto do passeio ser uma homenagem a Erwin Baker que era homem-bala de profissão mas que nas horas vagas dedicava-se a tentar bater o recorde da travessia dos Estados Unidos, de moto claro. A primeira travessia completa que terá feito em termos oficiais (com controlos de partida e chegada) terá tido lugar 1916, e como só podia ser naquela altura, foi feita em parte por estradas de asfalto, mas também por estradas de terra e caminhos de cabra ou quase. A acompanhar tudo isto, aqui e ali fui descobrindo uma ou outra foto do passeio mas ontem dei com estes dois videos e cheguei à conclusão que eles ajudam a perceber um pouco o que é este espectacular passeio e o espírito que se vive nele.
O primeiro é do Rhinebeck Meeting um encontro que tem lugar no Estado de Nova Iorque pouco antes do começo da travessia e onde há um espaço próprio para os participantes do passeio e o outro é sobre o Cannonball em si. Tanto um como o outro estão em inglês mas mesmo para quem não domina a língua do Shakespeare, penso que vale bem a pena vê-los.Com um pouco de imaginação, até se pode sentir o maravilhoso cheiro a gasolina e óleo que emana dos tubos de escape das "senhoras"!
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