domingo, 30 de janeiro de 2011

As Solex do Paulo


Uma boa parte do artigo de capa da nova Dmc, a qual deve chegar aos assinantes na segunda-feira e às bancas na quarta, deve-se ao Paulo Mota um dos responsáveis pelo entusiasmo cada vez maior que há pela marca Solex em Portugal. Para além de grande apaixonado pela marca, Paulo não se cansa de a promover seja através do Forum amgiosdasolex seja preocupando-se em descobrir tudo o que é novidades -na internet, em revistas, e também em livros - que surja sobre a marca. Tendo acabado de dobrar o cabo dos 50, Paulo começou a andar de Solex no começo dos anos 70, com 13 anos, naS 3800 V1 do irmão. Em 1975, ganhou uma PLI 5000 de presente e apesar de ter chegado a andar nela, o bichinho pela marca francesa só começou a surgir já nos anos 80. Por essa altura Paulo já tinha casado e tinha uma filha pequena e divertia-se a dar umas voltas com a miúda, de Solex! Quando os pais faleceram, nas partilhas com o irmão a S 3800 acabou por se tornar sua e inicialmente estava a pensar desfazê-la para peças, para a PLI 5000, mas depois, com o seu "faro" especial para descobertas sobre tudo o que tenha a ver com Solexs, conseguiu arranjar o que faltava na PLI e decidiu acabar por reaproveitar a S 3800 também. Depois, nunca mais parou. Já comprou uma terceira Solex, um modelo histórico dos anos 50, mas para além das motos, o que lhe dá mesmo prazer, segundo o próprio, é promover a marca e falar com os clubes e mecânicos franceses especializados em Solex. "É um mundo", diz ele. "E há sempre qualquer coisa nova para se descobrir (sobre a marca). Um modelo que não sabíamos que tinha sido fabricado, ou um pequeno detalhe sobre o cárter, a pintura ou outro. E depois há aquela satisfação que é irmos por aí de Solex e as pessoas pararem para nos verem, num misto de interesse e admiração. Isto é uma doença, mas sadia!".

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O amigo D'Silva e a sua inseparável V5


Ainda faltam uns meses para o dia 11 de Junho, mas à pála do mega-encontro de Fátima desse dia já conheci muita gente nova que também gosta de clássicas. Desde o começo do ano então, é raro o dia em que não receba um telefonema ou um mail de alguém com quem nunca tinha falado e com quem chego à fala porque ele ou quer inscrever-se ou quer mais informações sobre o encontro. E um deles foi o David Silva (também conhecido como o D'Silva), de Maçãs de Dona Maria, no concelho de Alvaiázere, distrito de Leiria. Nunca nos tínhamos falado antes, mas graças ao Todos a Fátima, já entabulámos conversa umas 10 vezes nas últimas semanas. Pois o amigo David tem uma V5 há 34 anos e gosta de tal maneira dela que é raro passar uns dias sem se montar nela. Ouviu falar do Todos a Fátima por dois amigos da terra e pelo Forum Motor Clássico e logo decidiu inscrever-se no evento. Mas não se ficou por aí. Começou a "picar" os amigos da aldeia para eles virem também, e neste momento já "aregimentou" cinco, com ele seis, convenceu a associação local, a ACREDEM, a apoiar os apaixonados de duas rodas da terra que querem ir, e agora, com a ajuda dos sócios da associação, vão espalhar cartazes nos cafés onde o pessoal das duas rodas costuma ir. "Ainda não sabemos quantos vamos ser", diz ele, "Mas 10 quase de certeza que vamos, talvez mais. Mas depois ainda vamos ser mais, pois há vários grupos da zona que se estão a pensar juntar já nas proximidades de Fátima para chegarmos todos juntos. Vai ser um sucesso".

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Antigamente é que era!


Gostaria de dizer preto no branco o que é isto, mas a verdade é que não sei. Descobri a foto num arquivo histórico italiano de scooters e mesmo não tendo mais indicações do que é, pareceu-me no mínimo, curioso. Pelas vários modelos de Vespa que aqui se vê, a foto será do final dos anos 50 e apesar da indumentária quase militar - ou quase hospitalar melhor falando - os autocolantes dão um ar descontraído ao grupo pelo que talvez fosse um grupo de amigos num passeio. Mas se era passeio, porquê a bata igual de todos eles, e as gravatas? Estranho, né?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

No tempo em que as Heinkel corriam


Vespas e Lambrettas em provas de velocidade até que conseguimos imaginar, mas scooters grandes, máquinas como as Heinkel ou as Zundapp Bella, é mais difícil. Mas aconteceu, nos anos 50 e, sobretudo na Alemanha, onde chegou a haver um campeonato nacional só para Heinkels. A foto mostra Albert Pfuhl, um dos campeões deste campeonato em meados da década de 50, o qual mais tard viria também a destacar-se como piloto de rallies. Curiosamente, um dos pouquíssimos países fora da Alemanha onde também houve corridas de Heinkels foi em Portugal, havendo registos de provas pelo menos no Circuito de Montes Claros, em Lisboa.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Cinco homens com cinco máquinas

Luís Pinto, de Castro Daire, é daqueles apaixonados pelas duas rodas que dispensa apresentações. Há uns anos atrás ficou conhecido de norte a sul do país por ter participado no Lés a Lés numa Indian dos anos 30, e mais recentemente voltou a ser notícia quando resolveu construir uma moto com um motor de Renault 4 e a transmissão de um Citroen. Apesar de ser extremamente ocupado tanto com o seu trabalho como com acções sociais, já reservou o fim de semana de 10 a 12 de Junho para ir ao Todos a Fátima, mas não vai sozinho. Já "contratou" o filho e o namorado da filha para irem também, mas além dos dois, vai levar também o pai Alcino (o homem da esquerda) e o tio Gualberto (o da direita). Tanto um como o outro já há uns 40 anos que não têm motorizada mas Luís já tá a tratar do caso. O pai vai numa Mayal com motor Sachs dos anos 60 que Luís conseguiu arranjar e que é igual a uma que o pai há 50 anos atrás. Está a ser restaurada e deve ficar pronta em Maio. E o tio deve ir numa Famel Mirage 74 que Luís também está a arranjar. Quanto a Luís, o filho e o namorado da filha, os três também já têm montada. Luís vai na Xf17 da sua juventude. a qual ele tinha vendido quando se casou para comprar um serviço de móveis para casa. A moto andou no motocross e foi completamente massacrada mas acabou por voltar às suas mãos, e Luís está também a restaurá-la para que ela esteja como nova em Fátima. O filho vai numa Flandria que o pai lhe "fez" quando ele tinha cinco anos. E o futuro genro vai numa Peugeot. "Inicialmente", diz ele, "Cá de casa ia só eu, mas quando falei na ideia à família o pessoal entusiasmou-se logo. Vai ser a primeira vez que os cinco homens da família vamos andar de moto juntos. E logo em Fátima. Vai ser bonito".

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma homenagem especial para um homem especial

Daqui a pouco mais de um mês faz 30 anos que um dos grandes senhores das corridas de motos dos anos 60 e 70, Mike Hailwood faleceu (muito estupidamente, quando um camião se atravessou à frente do carro em que ele seguia com os dois filhos). E porque os homens especiais merecem atenções especiais, a MotoClássica vai fazer-lhe uma pequena homenagem, na forma de um artigo dedicado à sua brilhante carreira de piloto de velocidade. O artigo já está a ser preparado mas um pequeno promenor sobre o qual gostávamos também de escrever mas ainda nao temos resposta. Ao que parece, "Mike the bike", como ficou conhecido entre os adeptos das corridas da época, terá estado em Portugal e terá participado numa prova por cá, possivelmente em Vila Real. Alguém aí saberá alguma coisa sobre isto?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A história de uma Bmw R50


Esta, descobri-a esta manhã na net, e além de interessante, achei-a bonita. É a história de uma Bmw R50 de 1958 que foi comprada na altura por um por Dick Castello, um jovem norte-americano depois de se casar e com a qual fez 100.000kms. Um dia Dick, já com dois filhos e mais um a caminho, teve um acidente e a mulher "proíbiu-o" de continuar a conduzir a moto. A moto foi posta num canto numa garagem e ficou lá 40 anos. Quando foi preciso fazer umas arrumações na garagem, a Bmw foi redescoberta e na altura um dos filhos pediu a Dick para se sentar nela e pensou que um dia gostava de ter uma moto assim. Os anos passaram, o pai morreu (aos 71 anos, e com um ataque do coração), e quando foi preciso voltar a mexer na moto, o filho descobriu que o pai tinha escrito uma nota que estava presa no banco dela em que dizia que gostava que a moto ficasse para o filho e que ele a conservasse. A partir daí, e em tributo, ao falecido pai, o filho, com a ajuda de Peter Nettesheim (um expert em Bmws)e outros amigos, decide voltar a pôr a moto tão bonita como no dia em que o pai a comprou nova!