domingo, 13 de fevereiro de 2011

Perguntas sem resposta

Esta também foi descoberta quando andava à descoberta de material para um artigo que estamos a preparar, neste caso sobre publicidade das motos britânicas nos anos 20 e 30. Não é propriamente um anúncio nem nada do género mas chamou-me a atenção. A máquina de quatro rodas não faço ideia que será mas a de duas é uma Triumph "Flat Tank" monocilíndrica do começo dos anos 20 e pelas matrículas, o local onde terá sido tirada terá sido uma, na altura colónia, inglesa em África, possivelmente o Quénia ou a Tanzânia. Quem terá tido a ideia de levar uma Triumph para aquelas terras naquela época, voltas terá dado enquanto lá esteve e será que ainda é viva?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O pessoal da Croca

Presentemente já há quase 110 clubes, associações e outros tipos de grupos associados ao Todos a Fátima e tem sido raro o dia em que não tem surgido um novo. Uns são maiores, outros menores, e uns são ligados a uma ou mais localidades enquanto outros são mais restritos, mas, pelo menos até agora, não tinha aparecido nenhum como o Maximini, do concelho de Penafiel. É composto por amigos que se começaram a juntar há uns três anos atrás para uns passeios de fim de semana em motorizadas antigas, e que, dos cinco ou 10 dos primeiros tempos passaram a cerca de 70 hoje em dia (das quais entre 40 e 50 deverão ir a Fátima). Só por si, a dimensão que o grupo conseguiu alcançar em tão pouco tempo já é digna de nota, mas o mais interessante é que os cerca de 70 são todos, ao que parece sem excepção, da mesma freguesia de Penafiel, a freguesia da Croca. Tendo a Croca uma população da ordem de 1700 habitantes, 70 motorizadas clássicas dá uma média de uma motorizada por 25 habitantes. Extrapolando esta relação para Portugal como um todo, isto equivaleria a termos 400.000 motorizadas antigas em Portugal. Era bonito, não era?

O mistério das Royal Nord "portuguesas"


Um dos artigos que mais trabalho dá a preparar na MotoClássica é o das fichas do mês. Embora num caso ou outro as informações que procuramos nos caiam, literalmente, do céu, noutros, na maioria, temos que vascular muita coisa, falar com quem mais percebe do assunto e verificar e voltar a verificar se tudo o que nos chega às mãos está correcto ou só mais ou menos. E mesmo assim, não obstante todos os esforços, muitas vezes isso não chega. Até se consegue descobrir umas coisas sobre a moto, ou scooter, em questão, mas fica a sensação que há algo mais que também deveríamos ter descoberto dela mas que, por um motivo ou outro não conseguimos. No mês passado, na preparação da ficha da Royal Nord Polaris, ficou-me essa sensação. Estava a acabar de escrever o que me parecia mais interessante sobre a dita e dei comigo a pensar porque haveria tão poucas Royal Nord em Portugal e como teriam vindo cá parar as que existem. Pensei que fosse daquelas coisas para as quais só teria resposta daqui a 50 anos ou na próxima encarnação, mas há uns dias atrás recebi um telefonema do Algarve, de um novo leitor da revista, que tinha ficado em polvorosa com a ficha da dita Royal Nord. E tudo porque tinha tido uma, mas não cá, em Angola, onde elas terão sido muito populares no começo dos anos 60. "Até aparecerem as japonesas", dizia ele, "Era o melhor que havia. Fazíamos sensação com elas". Ainda tivemos um bocado ao telefone e depois disto, fiquei a pensar: ainda não tenho resposta, e possivelmente nunca vou ter, ao facto de haver tão poucas Royal Nord por cá, mas é bem possível que as poucas que há, tenham vindo via Angola, depois do 25 de Abril. É uma hipótese, mas agora que tenho esta pista, temos que a seguir a ver no que dá. E há pelo menos uma outra pessoa que pode ajudar nisto, o Sr Leal, o "jovem" de Almancil de 92 anos que tem também uma Royal Nord Polaris (e que ainda anda com ela de vez em quando). Embora não seja fácil apanhá-lo, numa das próximas idas ao Algarve hei-de conseguir chegar à fala com ele. E se a Polaris dele também tiver vindo de Angola, é mais um ponto a favor desta teoria.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Afinal ainda sobraram umas


O próximo número da MotoClássica já está quase a ver a luz do dia. Entre os muitos artigos interessantes que contamos incluir no mesmo conta-se um sobre as mil e uma Vilares que houve ao longo das três décadas de existência da empresa do Porto. Com a ajuda de vários "expertos" na marca, temos vindo, aos poucos a fazer quase que um mapa dos muitos modelos que a marca teve - só a Vilar Júnior terá tido quase 20 - e a coisa está a compor-se mas, como sempre nestas coisas, há uns buraquitos negros. E neste caso há, ou havia dois, a Vilar Demm e a Vilar Cross. Sabíamos que elas existiam mas fotos delas, só do antigamente. Pois nestas coincidências da vida, há poucos dias atrás, chegou-nos a informação de que de Sanguinhedo, uma freguesia de Santo Tirso, está a preparar-se um grupo para o Todos a Fátima de umas 20 motorizadas, sendo que um dos participantes, Daniel Ruas, tem não uma mas três Perfectas Demm. A princípio pensámos que fosse algum engano, mas não é. Graças a isso, e ao seu excelente estado de restauro, já podemos ter uma foto "viva" duma delas. Resta descobrir-se como é que as três foram parar a Sanguinhedo, mas também se há de lá chegar!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O primeiro

Quando aqui há umas semanas atrás estava a preparar o artigo da última MotoClássica sobre os começos da Yamaha no mundo da competição, deparei-me com uma série de fotografias e informações que não tendo directamente a ver com o tema - o qual, com dez páginas, é muito provavelmente o maior artigo histórico feito pela revista desde sempre, uf - pareceram-me na mesma bastante interessantes e esta foto foi uma delas. Trata-se de uma foto de família feita em 1952 por ocasião da abertura oficial do primeiro agente no Japão, e no mundo, da Yamaha. Apesar de até o nome "Yamaha" na frontaria do stand estar escrito em caracteres japoneses, o que o torna ilegível para a maioria de nós ocidentais, as três Yamaha YA-1 - a primeiro modelo da marca - que se podem ver do lado direito da foto e onde é possível ver o tridente no depósito não deixam margem para dúvidas. Terão sido das primeiríssimas a sair das linhas de produção da Yamaha e caso alguma delas ainda seja viva hoje em dia - o que é um grande "se" - valerá uma pequena fortuna. Mas para lá do valor material das máquinas, há um outro detalhe que ainda me parece ainda mais interessante. É o aspecto simples e desprentesioso do stand. Quem diria, na altura, que a marca associada ao mesmo iria tornar-se, em menos de três décadas, no segundo maior fabricante de motos do mundo?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A Casal K182 do "avô"

Uns quantos de nós têm, ou já tiveram, a sorte de herdar uma moto "relíquia" do pai ou do avô mas quantos poderão orgulhar-se de ter ganho uma de uma relação familiar bem mais distante?Foi o que aconteceu aqui há uns anos ao odivelense Fernando Moreira que teve a sorte de herdar a Casal K182 do avô da mulher, o Sr Álvaro Lourenço. Natural de Vouzela, no distrito de Viseu, o mesmo era guarda-fios dos CTT-TLP e comprou a Casal K182 da foto nova em 1982, utilizando-a durante mais de 20 anos como o seu precioso meio de transporte. Quando há meia dúzia de anos atrás decidiu pô-la de lado, não tinha ninguém da família mais próxima a quem a deixar mas como o Fernando tinha a paixão das motos em geral e das clássicas em particular, a Casal foi-lhe oferecida. Na altura a máquina não estava em muito bom estado mas Fernando ainda a conseguiu restaurar ao pormenor a tempo do "avô" a ver - por fotos - antes de falecer. Desde então, a moto tem dado umas voltas por Odivelas e arredores mas em Junho vai fazer uma viagem a sério e isto um pouco como homenagem ao "avô". É que Fernando, juntamente com quatro ou cinco amigos a quem ele, entretanto, também meteu o "bichinho" das clássicas, vai com a K182 até Fátima. O grupo já arranjou nome, vai chamar-se "Os Odivelenses", vai a rolar até Fátima e conta arrancar do centro de Odivelas no dia 10 (de Junho), na véspera do mega-encontro, e voltar à base no dia 12.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A mais recente R do burgo


Desde há mais de 30 anos que a região de Peniche ganhou a fama de, entre outras coisas, ser um dos lugares de Portugal onde a paixão por Bmws era mais acérrima. Em tempos melhores, terá chegado a haver na cidade e nas vilas dos arredores mais de 50 motos da marca alemã o que, levando em conta a sua população, é obra. A maior parte eram, e são, Bmws modernas mas, aos poucos, os apaixonados da marca estão também a começar a descobrir as Bmws clássicas, sejam elas Ks, Rs ou outras. Graças a isto, já vai havendo por lá umas quantas Rs 50, 60 e 70 dos anos 60 e 70, e umas K1, K75 e outras que tais. Um núcleo interessante mas que em breve vai ser expandido quando esta R100, de Diamantino Lopes, estiver pronta. Natural de Peniche "City", Diamantino é um bom exemplo desta recente "febre" pelas "velhinhas" da marca alemã. Desde o começo dos anos 80 que tem tido Bmws novas, e já teve umas boas máquinas como uma K1 e uma K75. Presentemente tem uma GS1200, mas há pouco tempo atrás resolveu que também tinha que ter uma "senhora" da marca e quando esta R100 de 1977 de origem inglesa, apareceu no mercado, não hesitou. A moto estava em bom estado e Diamantino pretende conservá-la como está. "Só estamos a ver o motor, os travões, a suspensão e o resto que tenha a ver com a operacionalidade da moto. Depois é montar-me nela e ir por aí dar umas voltas com os amigos".