sábado, 19 de fevereiro de 2011
A tal
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
"Daqui vamos pelo menos 100"
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Foi assim que ele começou
Todas as Motos Clássicas têm artigos que, independentemente do trabalho que dão a preparar, nos dão mais "pica". No caso da próxima revista, que está mesmo a dar entrada na gráfica, e deve estar cá fora na próxima quinta-feira - um desses artigos foi a história de Mike Hailwood como um dos melhores pilotos de todos os tempos. E, apesar dessa vida estar bem documentada - o homem foi realmente fantástico, chegando a ganhar oito provas num dia e a conquistar quase três campeonatos mundiais no mesmo ano - da sua infância e juventude pouco sabíamos. A maior parte das suas biografias começam quando ela tinha 17 anos e correu a sua primeira prova, um troféu internacional de enduro na Escócia. Mas a vida tem destas coisas, e neste caso, o "esta coisa" foi ter-me cruzado este fim de semana com um bife que mora cá neste jardim à beira mar plantado e que também gosta muito de motos. Pois o bife, o inglês vá, estava a mostrar-me a garagem dele quando me deparo com um calendário de 1999 na parede, com uma foto do Hailwood (bem que eu digo que um bom calendário de motos é uma obra de arte, mais que qualquer outra coisa!). Conversa, puxa conversa, vim a saber que ele era grande admirador do dito, e que tinha um livro sobre a sua vida. Foi pelo tal livro - que se chama simplesmente "Mike" e é extremamente exaustivo em detalhes - que descobri a foto do post de hoje. O que ela mostra é Mike na sua primeira moto, uma mini-moto criada pelo seu pai Stan - na qual ele andava nos fins de semana. Na altura Mike tinha apenas 10 ou 11 anos e nem tinha força para apertar os travões da moto e a única maneira que tinha para parar era continuar a andar nela até ficar sem gasolina. É bem possível que esta vivência "forçada" com as motos o tenham ajudado a chegar onde chegou.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Os quatro amigos
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Perguntas sem resposta
Esta também foi descoberta quando andava à descoberta de material para um artigo que estamos a preparar, neste caso sobre publicidade das motos britânicas nos anos 20 e 30. Não é propriamente um anúncio nem nada do género mas chamou-me a atenção. A máquina de quatro rodas não faço ideia que será mas a de duas é uma Triumph "Flat Tank" monocilíndrica do começo dos anos 20 e pelas matrículas, o local onde terá sido tirada terá sido uma, na altura colónia, inglesa em África, possivelmente o Quénia ou a Tanzânia. Quem terá tido a ideia de levar uma Triumph para aquelas terras naquela época, voltas terá dado enquanto lá esteve e será que ainda é viva?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
O pessoal da Croca
Presentemente já há quase 110 clubes, associações e outros tipos de grupos associados ao Todos a Fátima e tem sido raro o dia em que não tem surgido um novo. Uns são maiores, outros menores, e uns são ligados a uma ou mais localidades enquanto outros são mais restritos, mas, pelo menos até agora, não tinha aparecido nenhum como o Maximini, do concelho de Penafiel. É composto por amigos que se começaram a juntar há uns três anos atrás para uns passeios de fim de semana em motorizadas antigas, e que, dos cinco ou 10 dos primeiros tempos passaram a cerca de 70 hoje em dia (das quais entre 40 e 50 deverão ir a Fátima). Só por si, a dimensão que o grupo conseguiu alcançar em tão pouco tempo já é digna de nota, mas o mais interessante é que os cerca de 70 são todos, ao que parece sem excepção, da mesma freguesia de Penafiel, a freguesia da Croca. Tendo a Croca uma população da ordem de 1700 habitantes, 70 motorizadas clássicas dá uma média de uma motorizada por 25 habitantes. Extrapolando esta relação para Portugal como um todo, isto equivaleria a termos 400.000 motorizadas antigas em Portugal. Era bonito, não era?
O mistério das Royal Nord "portuguesas"

Um dos artigos que mais trabalho dá a preparar na MotoClássica é o das fichas do mês. Embora num caso ou outro as informações que procuramos nos caiam, literalmente, do céu, noutros, na maioria, temos que vascular muita coisa, falar com quem mais percebe do assunto e verificar e voltar a verificar se tudo o que nos chega às mãos está correcto ou só mais ou menos. E mesmo assim, não obstante todos os esforços, muitas vezes isso não chega. Até se consegue descobrir umas coisas sobre a moto, ou scooter, em questão, mas fica a sensação que há algo mais que também deveríamos ter descoberto dela mas que, por um motivo ou outro não conseguimos. No mês passado, na preparação da ficha da Royal Nord Polaris, ficou-me essa sensação. Estava a acabar de escrever o que me parecia mais interessante sobre a dita e dei comigo a pensar porque haveria tão poucas Royal Nord em Portugal e como teriam vindo cá parar as que existem. Pensei que fosse daquelas coisas para as quais só teria resposta daqui a 50 anos ou na próxima encarnação, mas há uns dias atrás recebi um telefonema do Algarve, de um novo leitor da revista, que tinha ficado em polvorosa com a ficha da dita Royal Nord. E tudo porque tinha tido uma, mas não cá, em Angola, onde elas terão sido muito populares no começo dos anos 60. "Até aparecerem as japonesas", dizia ele, "Era o melhor que havia. Fazíamos sensação com elas". Ainda tivemos um bocado ao telefone e depois disto, fiquei a pensar: ainda não tenho resposta, e possivelmente nunca vou ter, ao facto de haver tão poucas Royal Nord por cá, mas é bem possível que as poucas que há, tenham vindo via Angola, depois do 25 de Abril. É uma hipótese, mas agora que tenho esta pista, temos que a seguir a ver no que dá. E há pelo menos uma outra pessoa que pode ajudar nisto, o Sr Leal, o "jovem" de Almancil de 92 anos que tem também uma Royal Nord Polaris (e que ainda anda com ela de vez em quando). Embora não seja fácil apanhá-lo, numa das próximas idas ao Algarve hei-de conseguir chegar à fala com ele. E se a Polaris dele também tiver vindo de Angola, é mais um ponto a favor desta teoria.
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