Se há região de Espanha onde se liga mais a tudo o que é português essa região é, indiscutivelmente, a Galiza. A proximidade, a língua e muitos dos costumes fazem com que quando lá vamos nos consigamos sentir quase como se estivéssemos em Portugal e faz também com que muitos galegos se sintam em casa quando passam a fronteira. Em face disto, não é de estranhar que a haver uma região do país vizinho onde mais cedo ou mais tarde se iria começar a apreciar as nossas "senhoras", esse lugar seria também a Galiza. Já há mais de um ano que pensava que isto poderia acontecer mas no sábado passado, no meio de um períplo de quase 1300kms de viagem pelo Portugal profundo a ver motos e a conhecer pessoalmente uma mão cheia dos já mais de 100 grupos que estão a participar activamente no projecto do Todos a Fátima, dei de caras, perto de Viana do Castelo, com este grupo de cinco amigos galegos e uma Mopede que estava ser montada no reboque do carro de um deles. Estava cheio de pressa - era meio dia e tinha um almoço às duas da tarde quase do outro lado de Portugal e ao qual só consegui chegar às 16.30, uf! - e não foi possível ficar a falar com eles muito tempo, mas ainda deu para "descobrir" umas coisas nomeadamente que a Mopede ia para Vigo e que, pelo menos na Galiza, há um número ainda pequeno mas cada vez maior de entusiastas de motos antigas interessados em máquinas portuguesas. Quanto à Mopede que se deixe de lágrimas quem possa ter pena dela ter ido para Espanha pois ela vai voltar cá, com alguma regularidade. E isto porque o seu novo dono -o homem da camisola verde, o Manolo - pretende vir participar com ela nalguns alguns passeios minhotos e está a organizar com mais três amigos irem em Junho ao Todos a Fátima. "No es muy cerca de Vigo", diz ele, "Pero participar en un record del mundo es una vez en la vida". Se a Mopede for legalizada lá em Vigo - o que é bem provável que aconteça pois estas coisas lá são 500 vezes mais fáceis que cá - vai ser engraçado vê-la com uma matrícula espanhola de motos históricas no meio das nossas "senhoras" todas!
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Eles (também) estão a descobri-las
Se há região de Espanha onde se liga mais a tudo o que é português essa região é, indiscutivelmente, a Galiza. A proximidade, a língua e muitos dos costumes fazem com que quando lá vamos nos consigamos sentir quase como se estivéssemos em Portugal e faz também com que muitos galegos se sintam em casa quando passam a fronteira. Em face disto, não é de estranhar que a haver uma região do país vizinho onde mais cedo ou mais tarde se iria começar a apreciar as nossas "senhoras", esse lugar seria também a Galiza. Já há mais de um ano que pensava que isto poderia acontecer mas no sábado passado, no meio de um períplo de quase 1300kms de viagem pelo Portugal profundo a ver motos e a conhecer pessoalmente uma mão cheia dos já mais de 100 grupos que estão a participar activamente no projecto do Todos a Fátima, dei de caras, perto de Viana do Castelo, com este grupo de cinco amigos galegos e uma Mopede que estava ser montada no reboque do carro de um deles. Estava cheio de pressa - era meio dia e tinha um almoço às duas da tarde quase do outro lado de Portugal e ao qual só consegui chegar às 16.30, uf! - e não foi possível ficar a falar com eles muito tempo, mas ainda deu para "descobrir" umas coisas nomeadamente que a Mopede ia para Vigo e que, pelo menos na Galiza, há um número ainda pequeno mas cada vez maior de entusiastas de motos antigas interessados em máquinas portuguesas. Quanto à Mopede que se deixe de lágrimas quem possa ter pena dela ter ido para Espanha pois ela vai voltar cá, com alguma regularidade. E isto porque o seu novo dono -o homem da camisola verde, o Manolo - pretende vir participar com ela nalguns alguns passeios minhotos e está a organizar com mais três amigos irem em Junho ao Todos a Fátima. "No es muy cerca de Vigo", diz ele, "Pero participar en un record del mundo es una vez en la vida". Se a Mopede for legalizada lá em Vigo - o que é bem provável que aconteça pois estas coisas lá são 500 vezes mais fáceis que cá - vai ser engraçado vê-la com uma matrícula espanhola de motos históricas no meio das nossas "senhoras" todas!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
A menos levezinha
Esta ainda não é bem clássica, mas aparenta, e ao que tudo indica, vai lá chegar. Foi concebida por um alemão de 39 anos, Tilo Nieber, que tinha como objectivo básico tão simplesmente fazer a moto mais pesada do mundo. Arranjou um grupo de amigos mecânicos e soldadores na sua cidade de Zilly, no centro da Alemanha, arranjou um motor a diesel de um tanque de guerra russo com 1,8 toneladas de peso e, todos juntos meteram mãos à obra. Para que a moto não perdesse o estatudo de moto, em vez de a fazerem com uma roda à frente e duas atrás, o que faria dela um trkie e não uma moto, o equilíbrio foi alcançado através de um sidecar construído à parte e depois acoplado ao corpo principal da moto. Ainda sem autorização de circulação em vias públicas, a Led Zeppelin, como é chamada, só se "passeia" em feiras e shows, mas Tilo ainda tem esperanças de um dia conseguir andar com ela pelo menos em estradas secundárias. quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
As mais vistosas
sábado, 19 de fevereiro de 2011
A tal
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
"Daqui vamos pelo menos 100"
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Foi assim que ele começou
Todas as Motos Clássicas têm artigos que, independentemente do trabalho que dão a preparar, nos dão mais "pica". No caso da próxima revista, que está mesmo a dar entrada na gráfica, e deve estar cá fora na próxima quinta-feira - um desses artigos foi a história de Mike Hailwood como um dos melhores pilotos de todos os tempos. E, apesar dessa vida estar bem documentada - o homem foi realmente fantástico, chegando a ganhar oito provas num dia e a conquistar quase três campeonatos mundiais no mesmo ano - da sua infância e juventude pouco sabíamos. A maior parte das suas biografias começam quando ela tinha 17 anos e correu a sua primeira prova, um troféu internacional de enduro na Escócia. Mas a vida tem destas coisas, e neste caso, o "esta coisa" foi ter-me cruzado este fim de semana com um bife que mora cá neste jardim à beira mar plantado e que também gosta muito de motos. Pois o bife, o inglês vá, estava a mostrar-me a garagem dele quando me deparo com um calendário de 1999 na parede, com uma foto do Hailwood (bem que eu digo que um bom calendário de motos é uma obra de arte, mais que qualquer outra coisa!). Conversa, puxa conversa, vim a saber que ele era grande admirador do dito, e que tinha um livro sobre a sua vida. Foi pelo tal livro - que se chama simplesmente "Mike" e é extremamente exaustivo em detalhes - que descobri a foto do post de hoje. O que ela mostra é Mike na sua primeira moto, uma mini-moto criada pelo seu pai Stan - na qual ele andava nos fins de semana. Na altura Mike tinha apenas 10 ou 11 anos e nem tinha força para apertar os travões da moto e a única maneira que tinha para parar era continuar a andar nela até ficar sem gasolina. É bem possível que esta vivência "forçada" com as motos o tenham ajudado a chegar onde chegou.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Os quatro amigos
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