É raro aqui no blog termos posts que não sejam de motos mas este é, sem dúvida especial. E isto por vários motivos, e mais um. O primeiro todos é que a barbearia em questão, situada na Mexilhoeira Grande, no município de Portimão, é de um homem, António Marreiros, que há mais de 50 anos só tem moto, nada de carros. Só isso já dá direito a tirar-se-lhe o chapéu. Segundo o Paulo Jorge lá de baixo dos Algarves, que foi quem descobriu esta preciosidade, o António desloca-se para aqui e para ali numa Vespa 50S com pára-brisas e porta couves, ou seja, um verdadeiro carro de duas rodas. Mas a coisa não se fica por aqui. Adepto de tudo o que sejam duas rodas, o António não só faz questão de ter o calendário da MotoClássica no seu estaminé como dois - dois, sim - cartazes de promoção do Todos a Fátima. Talvez isso explique que apesar de só estarmos a contar com meia dúzia de participantes da região já haja uns vinte inscritos! E se, mesmo assim, ainda houver alguém que ache que isto são poucos atributos, aqui vai outro. Além de barbeiro e amante das duas rodas, o Sr António ainda é fotógrafo de casamentos aos fins de semana, pintor amador, e escritor (é, já escreveu um livro). Com tudo isto, só me resta dizer da próxima vez que tiver que cortar o cabelo, já sei onde vou, ou pelo menos onde gostaria de ir.
quarta-feira, 30 de março de 2011
A melhor barbearia do Algarve?
É raro aqui no blog termos posts que não sejam de motos mas este é, sem dúvida especial. E isto por vários motivos, e mais um. O primeiro todos é que a barbearia em questão, situada na Mexilhoeira Grande, no município de Portimão, é de um homem, António Marreiros, que há mais de 50 anos só tem moto, nada de carros. Só isso já dá direito a tirar-se-lhe o chapéu. Segundo o Paulo Jorge lá de baixo dos Algarves, que foi quem descobriu esta preciosidade, o António desloca-se para aqui e para ali numa Vespa 50S com pára-brisas e porta couves, ou seja, um verdadeiro carro de duas rodas. Mas a coisa não se fica por aqui. Adepto de tudo o que sejam duas rodas, o António não só faz questão de ter o calendário da MotoClássica no seu estaminé como dois - dois, sim - cartazes de promoção do Todos a Fátima. Talvez isso explique que apesar de só estarmos a contar com meia dúzia de participantes da região já haja uns vinte inscritos! E se, mesmo assim, ainda houver alguém que ache que isto são poucos atributos, aqui vai outro. Além de barbeiro e amante das duas rodas, o Sr António ainda é fotógrafo de casamentos aos fins de semana, pintor amador, e escritor (é, já escreveu um livro). Com tudo isto, só me resta dizer da próxima vez que tiver que cortar o cabelo, já sei onde vou, ou pelo menos onde gostaria de ir.
terça-feira, 29 de março de 2011
Sozinho, mas acompanhado
Há quem venha de mais longe mas, mesmo assim, de Moura a Fátima ainda são quase 300 quilómetros. Um esticãozão para se fazer numa "senhora", mas nada que assuste o mourense Paulo Camacho que logo que soube do projecto do "Todos a Fátima", se pôs a restaurar esta SIS Sachs V6 Lotus Export para ir com ela a rolar. Até agora Paulo ainda não conseguiu arranjar nenhum conterrâneo que queira ir também a rolar - há um outro grupo de mourenses que vai (Os Aceleras do Alqueva) mas que leva as motos de carrinha até perto de Fátima e depois é que vai por estrada - mas enquanto descobre mais algum e não descobre, já arranjou maneira de não ir sozinho. Na vizinha Serpa, pelo menos 10 membros do Clube Xf de Serpa vão a rolar e Paulo vai com eles. "O que eu gostava mesmo", diz ele, "Era ir com gente cá da terra mas até agora não arranjei mais ninguém e como esta malta de Serpa vai (por estrada) e é boa gente, vou com eles. E tenho a certeza que se isto se voltar a repetir, numa próxima vez já vai vir mais malta de Moura por estrada".
domingo, 27 de março de 2011
A extra-planetária da Polónia
Quando falamos em marcas de motos da Europa do Leste do tempo da cortina de ferro, os nomes que vêem mais rapidamente à cabeça são quatro ou cinco, incluindo a CZ e a Jawa da antiga Checoslováquia, a MZ e a Simson da antiga Alemanha de Leste, e a Ural da ex-União Soviêtica. Mas houve mais, muitas mais, e hoje, por mero acaso, cruzei-me com mais uma. Trata-se da OSA da Polónia - sem qualquer relação com a OSSA espanhola e tem uma história breve mais engraçada. Tratava-se de uma marca de scooteres criada pela WFM (Warszawska Fabrica Motocyklowa, ou Fábrica de Motocicletas de Varsóvia, em polaco), a marca tendo sido criada no começo dos anos 50. Teve basicamente dois modelos, o M50 de 150cc e o S6 de 175cc, e tanto um como o outro utilizavam motores a dois tempos horizontais com alhetas verticais e apesar dos mesmos serem relativamente rápidos - o S50, em particular obteve alguns recordes regionais de velocidade na sua categoria - eram relativamente fracos do ponto de vista mecânico. Possivelmente devido a isto, e mesmo não havendo concorrência local da Vespa ou outros fabricantes italianos, a WFM decidiu acabar com a marca por volta de 1962 mas hoje em dia, sobretudo na Polónia como no Reino Unido, a máquina goza de um status como peça histórica muito semelhante ao que a nossa Carina tem cá em Portugal.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Esta é para o inspector Poyrot
quinta-feira, 24 de março de 2011
Sob o comando da EFS de banco curto
quarta-feira, 23 de março de 2011
Relíquias pasteleiras
segunda-feira, 21 de março de 2011
Do alto do mundo, ou quase
O beirão Luís André Costa, já decidiu: vem a Fátima, e vem a rolar por aí abaixo na sua Famel Mirage desde Manteigas, a sua terra, no topo da serra da Estrela. Há coisa de um mês atrás, tentou entusiasmar uns quantos amigos e vizinhos para virem com ele mas eles ainda não se decidiram e o bom do Luís não vai ficar mais à espera deles. "Eles agora que decidam mas eu vou e se for o caso vou sozinho", diz ele. "Por mais que lhes tenha dito que isto (de Fátima) não pode ficar para a última hora, ainda não se decidiram, e eu não estou para esperar. Já me inscrevi e pelo menos eu vou. E hei-de chegar a Fátima na Mirage, e depois hei-de voltar nela a Manteigas".
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