Bart Van Linden, o luso-holandês que decidiu vir da Índia para a Europa numa clássica em vez de vir de avião como era suposto ter vindo, assentou arrais no Algarve, em Lagoa, e não cansado de ter feito tantos quilómetros na sua Royal Enfield 350 para chegar ao velho continente, continua a andar nela, ao fim de semana, pelas estradas secundárias da serra do Caldeirão e arreodres. Na sua viagem de volta da Índia, a moto avariou-se dezenas de vezes e Bart, quando não a conseguia arranjar sozinho, por vezes tinha que andar, à boleia, dezenas ou centenas de quilómetros até descobrir uma oficina. Em Portugal, a moto também já se avariou - e a última vez até foi este fim de semana, na N2 já perto de Loulé - mas, segundo Bart, embora cá não seja preciso andar dezenas ou centenas de quilómetros para encontrar oficinas, é muito mais difícil descobrir uma que esteja disposta a abrir o motor da Royal. "Das vezes que ela se tem avariado", diz ele, "Bem que tenho tentado arranjar quem me ajude aí nas serras, mas é impossível. A única forma é chamar um reboque e depois arranjá-la em casa"!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Felizmente que cá há reboques
Bart Van Linden, o luso-holandês que decidiu vir da Índia para a Europa numa clássica em vez de vir de avião como era suposto ter vindo, assentou arrais no Algarve, em Lagoa, e não cansado de ter feito tantos quilómetros na sua Royal Enfield 350 para chegar ao velho continente, continua a andar nela, ao fim de semana, pelas estradas secundárias da serra do Caldeirão e arreodres. Na sua viagem de volta da Índia, a moto avariou-se dezenas de vezes e Bart, quando não a conseguia arranjar sozinho, por vezes tinha que andar, à boleia, dezenas ou centenas de quilómetros até descobrir uma oficina. Em Portugal, a moto também já se avariou - e a última vez até foi este fim de semana, na N2 já perto de Loulé - mas, segundo Bart, embora cá não seja preciso andar dezenas ou centenas de quilómetros para encontrar oficinas, é muito mais difícil descobrir uma que esteja disposta a abrir o motor da Royal. "Das vezes que ela se tem avariado", diz ele, "Bem que tenho tentado arranjar quem me ajude aí nas serras, mas é impossível. A única forma é chamar um reboque e depois arranjá-la em casa"!
domingo, 25 de setembro de 2011
Deu Pardalkitz na classe um e Motoantiqua na dois
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A V5 Sport com carenage de Portimão
Apesar do fenómeno das motos e motorizadas clássicas ainda não estar tão divulgado no barlavento algarvio como nos concelhos de Loulé, Faro, São Brás de Alportel, ele tem crescido a olhos vistos. De Sagres e Aljezur a Portmão, Lagoa e Silves, há cada vez mais gente a interessar-se por ter a "sua" motorizada e a meter-se nos restauros, e o número de passeios na região não para de aumentar. Entre os homens que mais têm contribuído para isso conta-se o portimonense Paulo Jorge o qual já há uns bons anos, talvez mais de 10, restaurou a sua SIS Sachs V5 Sport e começou a ir a tudo o que era passeios de motos com ela. Muita gente destes concelhos que se iniciou nos restauros de clássicas em geral e de V5s em particular ter-se-á inspirado nele e na sua V5 que foi restaurada ao mais pequeno pormenor e que pouca ou nenhuma diferença fazia das V5 de fábrica. Mas assim como quem comprava motorizadas novas nos anos 70 e 80 mais cedo ou mais tarde resolvia personalizá-las a seu gosto, o bom do Paulo Jorge, ao fim destes anos todos, resolveu também fazer uma pequena transformação, ou melhor falando uma adição, na sua. Tinha lá em casa a carenage duma Motozax e um dia destes descobriu que podia encaixá-la na sua V5 sem ter que fazer qualquer modificação. E mais, descobriu também que o conjunto até nem ficava feio, e não fica. Vai daí, pintou a carenage no vermelho vivo da sua V5, e com a ajuda duma chave de parafusos, o resultado aí está. "Consinuo fiel aos restauros para pôr as motos iguais ao que eram quando foram produzidas", diz ele, "Mas como vi que isto encaixava que nem uma luva na moto, deu-me graça fazer esta brincadeira. Durante uns tempos vou deixá-la assim. Depois logo se vê. O importante é que não estraguei nada na moto e em poucos minutos posso tirar a carenagem e ela volta a ser uma V5 Sport original.
Sábado há campeões
Desde que o Troféu de Resistência Vespa começou a ser disputado que nunca se chegou a um final de campeonato tão emotivo como o deste ano em que pelo menos três equipas - a Pardalkitz, a Laranjo Team e a Team Protótipo têm hipóteses de arrebatar o título na classe 1, das Vespas modificadas. Isto na classe 1 porque na outra classe do Troféu, a 2, de Vespas de série, a equipa da casa, os Vespingas, já tem, praticamente, o campeonato ganho. Disputada no Kartódromo de Fátima a prova começa às 12.00 horas de sábado e acaba às 18.00 e como se ela não fosse já suficiente, ainda está prometida uma festa das boas para a entrega dos prémios. Para quem gosta de clássicas em geral e Vespas em particular, e não tem que atravessar o país para chegar a Fátima, recomenda-se.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A raridade checa de Lisboa
Jawas e CZs ainda há muitas por aí, e felizmente, mas a grande maioria são de 125cc ou 175cc, e em menor grau de 250cc. Jawas 350 há relativamente poucas e Jawas 350 com o exclusivíssimo sidecar checo Velorex então só há três em Portugal. Ou só havia três, porque desde há relativamente pouco tempo atrás, deu à costa outra, de 1968. A máquina terá sido trazida para Portugal por um croata que já trouxe várias Jawas e CZs para Portugal, embora nenhuma delas fosse tão valiosa e interessante como esta 350 com o sidecar Velorex. Ao que parece esteve durante vários meses fechada numa garagem até que um colecionador lisboeta de motos com sidecars soube da sua existência e a comprou. Embora a nível mundial ainda haja umas centenas de Jawas e CZs com atrelagem, com atrelagem Velorex haverá no máximo 300 a 400.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
As esquecidas
Se todos os números da SóClássicas têm um ou dois artigos que os leitores elegem como especiais, um dos que mais deu que falar no penúltimo número da revista foi sem dúvida o artigo da capa, sobre as motorizadas nacionais de cross. Só que, como sempre acontece quando nos metemos a desbravar terreno virgem, ou quase, há sempre qualquer coisa que fica de lado, ou, neste caso, há sempre alguma moto que devia também ter aparecido no artigo e que nos falhou. Há duas semanas já soubemos duma, a Mayal de cross. A bem da verdade, não fazíamos ideia que a marca tinha tido um modelo de offroad, mas teve, e bem bonito por sinal. Com semelhanças com as japonesas de cross da época e hiper rara. Ao que parece só há uma ou duas em Portugal. Mas as "ondas" provocadas pelo artigo das nacionais de cross não se ficaram por aqui. E isto porque há três ou quatro dias atrás nos chegou a informação de uma outra máquina que também devia fazer parte do "clube". É a Macalde cross de compeitção, da qual terão sido feitas ainda uns 20 ou 30 exemplares e que concorria directamente com a Casal K188 de competição. Sempre a aprender!
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Descoberta à porta do café
Apesar de ter sido, juntamente com Aveiro, um dos dois principais pólos industriais da indústria de motorizadas nacional, a cidade de Águeda também tem grandes tradições em matéria de Vespas, seja pelo número de utilizadores deste tipo de máquinas de duas rodas no antigamente, seja pelas boas coleções de Vespas em particular e scooters em geral que existem hoje em dia na zona. Vai daí que o passeio anual do Vespa Clube de Águeda, cuja edição deste ano se realizou ontem, é sempre palco de atenções redobradas dos amantes de Vespas pois há sempre boas chances de se descobrir no mesmo alguma scooter clássica "nova" interessante. Este ano não foi excepção mas entre as novidades havia uma que ressaltava aos olhos, se assim se pode dizer. Era uma Vespa 50 SS dos anos 60, imaculadamente restaurada e que fez neste passeio a sua estreita de estrada como mota de coleção. A moto é lindísima, mas a sua história é melhor ainda. É que ela foi descoberta pelo seu actual proprietário, Nuno Oliveira, num café duma aldeia próxima de Águeda, sendo que o anterior dono, um pouco a leste destas coisas de clássicas, usava-a no dia-a-dia e tinha-a como uma Vespa "não tão bonita" como as 50 normais. Escusado será dizer que o Nuno não descansou enquanto não comprou a moto, a mesma tendo sido, muito naturalmente, o "menino bonito" do passeio.
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