sábado, 11 de fevereiro de 2012

E agora, também, os holandeses.

No ano passado o Todos a Fátima contou com quatro participantes estrangeiros. Este ano, apesar de ainda faltarem quase quatro meses para o evento, já tínhamos seis pré-inscritos vindos lá de fora, nomeadamente da Alemanha, França e Suíça mas há poucos dias atrás tivemos a confirmação que também vem gente da Holanda, e não são poucos. Trata-se de um grupo proveniente do maior clube de motorizadas antigas daquele país, o Bromfiets Klub,o qual se está a organizar para trazer 50 máquinas ao Todos a Fátima. A ideia dos líderes do grupo é alugarem dois camiões TIR para trazer as motos até Lisboa. Os participantes vêm de avião, pegam nas motos em Lisboa, e vêm a rolar até Fátima. Acabado o Todos a Fátima, voltam para Lisboa também a rolar, e metem-se outra vez num avião para voltar para a Holanda. O grupo já tem nome e tudo - chama-se Holland in Fatima - e tem reuniões com alguma regularidade só para tratar da logística desta sua participação no mega-encontro. Como eles, os holandeses, têm fama de ter muito boas "senhoras", vamos ver todos se até 02 de Junho aprendemos a dizer "Muito bonita" em holandês. Se o Google não está errado, diz-se "Heel mooi"!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O que eles faziam

As máquinas que correm no MotoGP dos dias de hoje são verdadeiramente impressionantes mas há 100 anos atrás, ou mais, já havia motos de competição que não eram para qualquer um. E uma delas, que descubrimos recentemente no meio das nossas pesquisas para o terceiro e último artigo do nosso historial de motos francesas (que vai sair na próxima SC), é esta bisarma que só de se olhar para ela já assusta. Foi constuída em 1903 por um fabricante de bicicletas, motos e automóveis francês, a Buchet, e o seu motor era um bicilíndrico a quatro tempos de 3000cc. A moto terá sido construída especificamente para bater recordes de velocidade em velódromos e rectas e chegou a deter o recorde do mundo do quilómetro lançado, com a velocidade de 121kms/hora. Imagine-se o que seria conduzir uma coisa destas a esta velocidade. Especialmente levando em conta que, como a esmagadora maioria das motos da época, o "monstrinho" não tinha travão na roda da frente e o de trás seria pouco mais que um bom "retardator" de pinças de borracha.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E a primeira edição já se foi!

Estamos todos de parabéns. É que a primeira edição do Calendário da SóClássicas de 2012, lançado com pompa e circunstância no fim de semana passado na feira de Oliveira do Bairro, esgotou-se. É isso, esgotou-se mesmo. O sucesso do calendário, o qual superou todas as expectativas, poderá ter ficado a dever-se à qualidade das motos do dito e às donzelas que nos deram a honra de figurar nele mas há uma outra explicação. É que três delas visitaram a feira o que permitiu que alguns felizardos tivessem os seus calendários autografados. A certa altura no domingo, o dia de mais movimento na feira, o stand da SóClássicas, onde tinham lugar os autógrafos, chegou a ter bicha para os ditos cujos. Escusado será dizer que daqui a 50 anos cada um destes calendários autografados vai valer uma pequena fortuna!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A viagem ao "continente"

Hoje em dia, dar-se uma volta de moto pela Europa é mais uma questão de se ter uma moto, dinheiro para as gasolinas e as portagens e toca a andar mas há 60 anos atrás, era um pouco mais complicado. Não havia ainda quase auto-estradas, não havia assistência na estrada digna desse nome, telemóveis era mentira e se uma peça se avariava corria-se o risco de se ter que esperar semanas, para não dizer meses, até chegar uma peça de substituição. Um grupo de amigos ingleses, no entanto, não se intimidavam com essas coisas. Com excelentes máquinas, incluindo uma Brough Superior SS100, uma Triumph Thunderbird e várias Sunbeam, eles levaram a cabo, durante boa parte da década de 50, um passeio anual no "continente", como os bifes chamam a tudo o que seja Europa para lá do Canal da Mancha. Só isso já seria digno de nota mas o mais espectacular é que um deles, ou mais, se deu ao trabalho de documentar tintin por tintin uma dessas viagens com fotos e dados estatísticos que são de cair para o lado, ou quase. A de cima, uma das primeiras do passeio de 1953, mostra a Brough e as outras máquinas do passeio desse ano, a serem carregadas num avião de carga, num aeroporto do sul de Inglaterra em direção a França. O relato fotográfico completo desse passeio pode ser encontrado no site www.go-faster.com e recomenda-se, very, para quem gosta destas coisas.

domingo, 29 de janeiro de 2012

E os Killt também vão animar a festa!

Com a recente contratação do grupo luso-britânico Killt, já temos assegurada a presença de quatro bandas na festa que vai ter lugar na noite de 02 de Junho do Todos a Fátima, cada uma com a sua especialidade. Os Dixie Boys do Porto, a primeira e entrar em cena, vai tocar música dos anos 50; a Mystique Band de Braga vai tocar baladas dos anos 60 e 70; os Lentos e Fumarentos da Figueira da Foz (todos eles participantes activos do Todos a Fátima) vão tocar um repertório próprio que inclui um inédito do Todos a Fátima, e agora a Killt de Lisboa vai "encantar-nos" com a sua música alternativa dos tempos modernos. Vai na volta, ainda vamos poder dizer que vamos ter um "Rock in Fátima" incluído no Todos a Fátima!

A Z1300 Limousine

O australiano Steve Hari, da cidade de Melbourne, tinha uma Kawasaki Z1300 do final dos anos 70 lá em casa e até gostava de dar umas voltas nela. O único problema é que Steve é tipo Professor Pardal. Gosta de mexer e remexer em tudo o que seja mecânico. Vai daí, teve a brilhante ideia de transformar a sua Z1300 nums limousine de duas rodas. A brincadeira não lhe terá saído barata pois além do quadro, teve que alterar o veio de transmissão, os dois escapes, o banco e ainda mandou fazer uma terceira e uma quarta tampas laterais para manter a estética da moto. Para os puristas da marca poderá parecer um crime mas que chama a atenção, e atrai companhia(s), não haja dúvida.

Nesta foto, em que se vê Steve com três amigas - todas de mini-saia, à anos 70!!! - percebe-se melhor a nova dimensão da "limo", e a sua capacidade de transporte!

Em Portugal, com tanta burocracia que temos a nível de IMTT, uma máquina destas talvez nunca se conseguisse legalizar mas na Austrália, como esta terceira foto mostra, deve ser bem mais fácil. Haja Steves nesta vida!

O exemplo da Atouguia

Nos concelhos de Batalha, Leiria, Ourém, Porto de Mós, e outros próximos de Fátima há cada vez mais gente a preparar-se para o Todos a Fátima. A aldeia da Atouguia, no concelho de Ourém, não é exceção mas o grupo local "Velhas mas Potentes", constituído sobretudo por jovens dos 16 aos 20 anos, está a fazê-lo com uma particularidade. Entusiasmado pela ideia do encontro, o grupo tem-se dedicado ao restauro de motorizadas de familiares dos seus membros - muitas delas até recentemente abandonadas em palheiros ou noutros lugares - e, se tudo correr bem, conta participar no Todos a Fátima com 10 a 15 máquinas, incluindo a Casal Boss "especial" que se vê na foto e que no ano passado já foi uma das atrações do encontro.