Se um dia numa arrumação dos confins da garagem lá de casa descobríssemos esta BSA Winged Wheel, com motor auxiliar, que faríamos com ela? Ou nos encantaríamos e começaríamos a pensar em restaurá-la ou se tal não tivesse nos nossos horizontes, provavelmente, tentaríamos saber o seu valor e trataríamos de a vender, não é? É o que parece lógico mas em Monção, há coisa de dois meses atrás, quem descobriu esta maravilha terá olhado para ela e só terá visto um monte de ferrugem que estava a ocupar espaço. Vai daí que foi colocar a BSA na lixeira local para ser levado por algum sucateiro. E assim foi. Por sorte, o sucateiro tinha alguma sensibilidade para estas coisas e em vez de olhar para a BSA, como muitos (infelizmente) fariam e só ver nela uns quantos quilos de ferro, teve um pressentimento que a dita seria mais que isso. Perguntou aqui e ali e descobriu que apesar de não ser nenhum tesouro de Ali Babá ainda valia uns euros. Felizmente para a BSA, e para todos nós que gostamos destas coisas, a máquina acabou por ir parar a boas mãos, à coleção de José Pereira em Felgueiras. E ao que tudo indica dentro de uns meses a sua passagem pela lixeira de Monção não vai ser mais que uma memória do passado pois, fiel ao seu princípio de restaurar as suas máquinas da sua coleção a rigor, Zé vai certamente fazer dela uma das BSA Winged Wheel mais bem restauradas do planeta!
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
O último trunfo da Zundapp
Durante boa parte das décadas de 50 e 60, a Zundapp alemã, juntamente com a Kreidler também alemã e a Motom italiana, foi um dos maiores fabricantes mundiais de motorizadas assim como de motos de pequenas cilindradas. A sua gama Combinette e depois a linha KS, venderam-se aos milhões e ajudaram a marca a conseguir recuperar uma boa parte do prestígio e importância que tinha antes da segunda guerra mundial. No final da década de 60, no entanto, tudo mudou. A maior parte da Europa deixou de comprar motorizadas como veículos de trabalho - Portugal, juntamente com a Grécia, eram um caso à parte - e a Zundapp, de repente, viu-se obrigada a descobrir novos nichos de mercado para sobreviver. Um desses nichos foram as motos de cross e apesar dos fabricantes japoneses em geral, e da Yamaha em particular, já estarem na altura a "montar" um verdadeiro assalto a esta área, a Zundapp concebeu uma moto revolucionária de offroad, a Zundapp 125 MC, que não só ganhou o campeonato alemão de cross durante cinco anos consecutivos, entre 1971 e 1975, como também a primeira edição da classe de 125cc do Troféu Internacional de Motocross da FIM também em 75. É bem possível que a moto pudesse ter mudado a sorte da marca, mas os problemas financeiros da Zundapp eram cada vez maiores e não só não foi possível arranjar dinheiro para desenvolver a gama para outras cilindradas ou para promover a MC nos Estados Unidos, o grande mercado de motos de cross na época, como no final da temporada de 1975, a melhor de longe para a moto em termos desportivos, a Zundapp teve que acabar com a sua equipa desportiva e com a produção das MC também. Dois anos depois, com a empresa já praticamente em estado de "coma", o Tribunal Comercial de Munique decretava a falência da empresa.
quarta-feira, 7 de março de 2012
A tia Alice
segunda-feira, 5 de março de 2012
A segunda EFS Cross lá de casa
Manuel Castanheira, da aldeia de Talhadas no concelho de Sever do Vouga, é daqueles homens que não lhe sobra muito tempo livre. Para além dos seus afazeres profissionais e familiares, ainda é um dos responsáveis do da associação local "Passados dos Carretos" (a qual com apenas um ano de vida é já um dos agrupamentos de motorizadas antigas mais dinâmicos da Beira Litoral), como também é o proprietário duas EFS - uma Fórmula I 650 e uma Cross - restauradas ao mais pequeno pormenor por ele próprio. Só isto já seria mais que suficiente para ocupá-o "25 horas" por dia mas não contente com isso, Manuel resolveu provar a si próprio, e aos amigos, que era capaz de "fazer" outra EFS Cross, com uma particularidade. É que enquanto a primeira "Cross" foi feita a partir duma 220, esta vai ser feita a partir duma Cross mesmo Cross. "Sem ser pelas matrículas", diz ele, "Ninguém vai saber dizer qual a que foi feita a partir da 220 e qual a que foi feita a partir da Cross. Estou a pensar levar as duas a Fátima, integradas no nosso grupo, e vai ser engraçado vê-las ao lado uma da outra". É que vai ser mesmo!
sábado, 3 de março de 2012
E aí está o video!
Foi uma trabalhera, mas tinha metido na cabeça que para o Todos a Fatima 2012, além da revista, dos anúncios, do blog, do facebook, e disto e daquilo, havíamos de fazer também cartazes e um videol Os cartazes ficaram prontos há coisa de duas semanas e já há aí centenas deles espalhados de norte a sul do país. O video é que tava mais difícil. Nunca tínhamos feito uma coisa destas. Mas inspirado nos que vimos no YouTube do Todos a Fátima do ano passado, arregaçámos as mangas e foi mãos à obra. Foram quase dois meses a queimar neurónios, mas tá aí. Modéstia à parte, acho que está porreiro. E agora, como cá na casa nunca estamos contentes como o que fazemos, vamos fazer uma versão em "English". Para que os nosso amigos holandeses, alemães, suecos e outos que não param de nos "chatear" a fazer perguntas do que é isso do Todos a Fátima, a ver se eles "capiscam"!
sexta-feira, 2 de março de 2012
A história duma ML muito rara
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A ideia genial de Tartarini
As vitórias da Ducati no Motogiro de Italia de 1955 e 1956 foram arrebatadoras, sobretudo a de 56, com a Ducati a fazer frente às equipas de fábrica de todos os outros grandes fabricantes italianos de motos e a ganhar a prova em cinco classes. O Motogiro desse ano, porém, teve alguns acidentes graves, o mesmo acontecendo noutra grande prova de estrada transalpina, de automóveis, as Mille Miglia. Devido a isto, as autoridades italianas decidiram proibir, a partir de 1957, todas as provas de estrada de grandes distâncias, de automóveis ou motos. No caso do Motogiro, a Ducati era a marca que tinha mais a perder pois fora a que tinha tirado mais louros nas últimas edições da prova. Mas um dos seus pilotos, Leonel Tartarini, teve uma brilhante ideia. Se as Ducati não podiam brilhar a fazer uma grande prova de estrada de norte a sul do país, porque não pô-las a fazer uns bons milhares de quilómetros fora de Itália?. A direcção da marca aprovou a ideia e Tartarini, com outro homem da Ducati, Giorgio Monetti, fizeram-se à estrada em duas Ducati 175 com depósitos e outros equipamentos especiais. O plano inicial era irem de Bolonha até à fronteira da Turquia com o Irão, mas a publicidade em Itália com o viagem foi de tal ordem, que a Ducati autorizou que continuarem até à Cidade do Cabo, na África do Sul. Quando aqui chegaram, Tartarini e Monetti, e as suas Ducati, já eram heróis nacionais, não só pelo feito em si como pelas suas aventuras, as quais envolveram o roubo das motos no Irão, a sua prisão no Uganda e encontros próximos com leões na Tanzânia, entre outras coisas. Em face disto, e sempre com o apoio da casa-mãe da Ducati em Bolonha, os dois continuaram e acabaram por dar uma volta inteira ao mundo. Ainda hoje, o feito é considerado uma das melhores acções promocionais de marketing feito por uma marca de motos italiana!
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