terça-feira, 27 de março de 2012

Online ou em papel, é só escolher!


48 horas antes do previsto, as inscrições para o Todos a Fátima estão finalmente disponíveis. E se quem estava à espera de uma ficha parecida - mas não igual - à do ano passado não vai ficar decepcionado, quem é mais dado a inovações também vai ficar contente. E isto porque este ano, quem quiser, vai também puder inscrever-se no mega-evento através de uma ficha electrónica. Seja qual a forma de inscrição escolhida, basta clicar no topo direito da página de entrada do blog, em "Inscrições de Fátima", e depois é só escolher a forma desejada. É mais uma novidade do Todos a Fátima deste ano, e ainda há mais a caminho! Ps Para quem se interessa por ir seguindo, aqui no blog e na revista,o número de grupos inscritos no encontro, fica a informação de que hoje chegámos aos 191. Já faltam poucos para o número mágico de 200.

domingo, 25 de março de 2012

A Bianchi da Serra da Estrela

Apesar de não ser a marca mais rara do mundo, a Bianchi italiana também não era, e não é, assim tão comum. Ducatis, Moto Guzzis, Gileras, Motoms, Aermacchis e outras, ainda se vêm umas poucas por aí mas Bianchis já não é tão comum. O nosso grande colecionador de motos italianas de Cantanhede, Henrique Sobral, talvez tenha uma ou duas mas tirando ele, é capaz de se contar pelos dedos duma mão os portugueses que têm uma moto da marca. Há pelo menos uma delas que poderíamos dizer que é bilingue. Trata-se duma MT 61 de 318,2cc "versão exército" que foi comprada em Itália por um português radicado por lá, o Cassiano Cruz. O Cassiano comprou-a, desmontou-a, trouxe-a para Portugal, e nas suas vindas à sua aldeia, na Beira Alta, foi restaurando-a. A moto entretanto já está pronta e operacional, Cassiano entretendo-se com ela, quando tem a oportunidade de cá vir, para umas voltas com a dita, pela serra da Estrela e arredores. É caso para dizer que apesar de poder haver poucas Bianchis por cá, pelo menos esta faz grandes honras à marca

sábado, 24 de março de 2012

A tal Príncipe

Quando há coisa de dois anos atrás publicámos na revista - no número 24 - um artigo bastante exaustivo sobre as Cruzadores e as Dovers, o dito terminava com um chamada de atenção, a de, embora tivéssemos feito todos os esforços na preparação do artigo para identificar todos os modelos de Cruzador e Dover que houve, era bem possível que pelo menos um ou dois tivesse ficado de fora. Passado pouco tempo da revista ter sido publicada, recebemos um mail a falar no tema e onde nos era referido que, para além das 15 ou 20 Cruzadores e Dover que tínhamos identificado, teria havido pelo menos uma outra, a Cruzador Príncipe. Haveria informações escritas nesse sentido mas não havia conhecimento de nenhum exemplar da mesma "de carne e osso", nem se sabia de qualquer fotografia ou catálogo. O caso parecia condenado a nunca ser totalmente esclarecido mas há poucas semanas atrás, no que parece quase um milagre, apareceu uma, e ainda em estado bastante razoável. A motorizada - com muitas características típicas das Cruzador do final dos anos 50 mas com algumas particularidades, nomeadamente no depósito, malas malas de ferramentas, e guarda-lamas - foi descoberta por João Ferreira e o seu filho Nélson, de Carvalho Benfeito, no concelho das Caldas da Raínha, os quais terão identificado que se tratava duma Príncipe pelas decalcomanias com o nome nas malas de ferramentas, as quais, apesar de gastas e queimadas pelo Sol, ainda eram percéptiveis. A autenticidade dos mesmos, entretanto, já terá sido confirmada pelo colecionador minhoto Filipe Viana, um dos maiores entendidos nacionais em Cruzadores e Dovers, o qual entretanto comprou a moto, passando com isso a ter oito motorizadas nacionais dos anos 50.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O centésimo octagésimo oitavo grupo. Uf!

A dois meses e uns dias do Todos a Fátima, estamos já quase com 190 grupos aderentes ao mega-encontro, e o mais recente a juntar-se ao projecto foi "Os Bravios", da aldeia de Babe no Concelho de Bragança. Para quem ainda não os conhecia - e eu tenho que admitir que era um deles - já existem há pouco mais de um ano, dedicam-se tanto a restauros como a passeios e encontros de convívio, e um dos seus impulsionadores, o Bruno, tem um restaurante local - onde parece que se come um belíssimo cozido à transmontana e outras coisas boas - cuja garagem, nas suas poucas horas vagas, se transforma na oficina do grupo. Gente rija, os "Bravios" estão a pensar vir a rolar por aí a fora até Fátima e se tudo correr bem, vão ser entre 10 e 15 homens para ajudar a batermos novamente o recorde do mundo. Com a adesão dos "Bravios", Trás os Montes passa a ter sete grupos aderentes ao Todos a Fátima, mais dois que no ano passado!

Mais uma

E ela aí está, a capa da nova SóClássicas. Comm rodas tão fininhas, até poderá parecer uma bicicleta com motor para os menos atentos, mas é muito mais que isso. É uma Pierce de 1911-12 de quatro cilindros em linha, uma das motos mais raras, mais bonitas, e mais valiosas do mundo. Fomos "descobrí-la" em Famalicão, e digam lá que não é tão bonita, ou quase, como a Angelina Jolie, a Jennifer Lopez, ou a Joan Amexera?

quarta-feira, 14 de março de 2012

Um certo tipo de motos

Verdadeiros ícons do melhor que se fazia em matéria de motos nos ano 10, 20 e 30 do século passado, as motos com motores de quatro cilindros em linha são lindas, super-sofisticadas (para a época), e caras até dizer chega. Três boas razões para as admirarmos e as conhecermos melhor, o que levou a que fossem o tema de capa escolhido para a nova edição da SóClássicas, a qual vai sair ainda esta semana. Como nasceram, quais as oito marcas que tiveram este tipo de motores - a FN, Pierce, Henderson, Militaire, ACE, Nimbus, Cleveland e Indian - as histórias de cada uma, os recordes, e como - à semelhança dos dinaussauros - desapareceram para todo o sempre, está tudo lá!

domingo, 11 de março de 2012

E agora, com uma de 1976

Depois de ter restaurado a rigor a Zundapp 50 Super Sport de 1971 que o seu pai comprou nova na altura e usou durante anos e anos, e de a ter levado ao Todos a Fátima do ano passado onde causou sensação, a paixão de Bruno Fontes por Zundapp SS poderia ter-se ficado por aqui. Afinal, além dela ter sido a motorizada do pai ,e do restauro ter sido bastante trabalhoso - e um tanto ou quanto oneroso também - este tipo de Zundapp SS é único, ou quase, em Portugal, o que só por si já seria suficiente para fazer dela uma "paixão" única, ou quase. Mas não. Ainda o restauro não tinha acabado, o Bruno já estava preocupado em que a SS tivesse "companhia", e que ela fosse, de preferência, uma outra SS. Até poderia ser igual, mas tinha mais graça ser um pouco diferente, talvez de meados dos anos 70, quando as SS já tinham o depósito mais moderno, similar ao das KS50 de cinco velocidades. O problema é que encontrar uma SS de meados dos 70 é quase tão difícil como arranjar uma como a que ele já tinha. Pouco depois do Todos a Fátima, porém, apareceu uma à venda, em Vila Nova de Gaia, e Bruno não descansou enquanto não a comprou. Desde então tem estado também a restaurá-la, ao mais pequeno pormenor como a outra, e se tudo correr como esperado este ano vai ser nesta que ele vai vir. Cá, ou lá, estaremos para a ver.