sexta-feira, 9 de abril de 2010

Zundapps de origem com sotaque açoriano


Motorizadas nos Açores não há muitas e as poucas que há são, na sua maioria, Casal, Macal, SIS Sachs V5, ou Famel Zundapp Xf17 mas na Lagoa, na ilha de São Miguel, dois de três irmãos que possuem uma oficina de reparações automóveis apaixonaram-se uma coisa bem menos usual, Zundapps de origem. Um deles, o Luís, foi o primeiro a ter uma que já está restaurada e agora o outro, o Fernando, comprou duas na ilha e também já as tem quase prontas. Se lhes dá aos dois irmãos para gostarem de outros modelos de motorizadas clássicas, vamos ter uma febre de restauro deste tipo de motos em São Miguel!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Só para homens de barba rija


Abragão tem sido, e tudo indica que vai continuar a ser, acima de tudo, um encontro para motos, mas este ano, para além de Domingos Faria que fez os 300kms do passeio numa Suzuki RV50 de roda pequena, este grande passeio do norte teve uma outra, ou melhor falando oito outras, atracções especiais do reino das 50cc. Tratou-se de oito Floretts da Murtosa, Fontinha e outras terras próximas da Ria de Aveiro que, já habituadas a grandes tiradas, decidiram vir, no segundo dia do passeio, dos seus confins junto à Ria até Abragão, fazer o passeio desse dia, e depois de almoço voltar para casa, num total de cerca de 400kms! Só isto já seria um feito mas acontece que nesse dia logo por volta das quatro da manhã, quando os intérpridos motociclistas se preparavam para arrancar para Abragão, começou a chover a cântaros. Três dos oito ainda resolveram vir de carrinha, com as Floretts lá dentro mas os outros seis enfrentaram o dilúvio e vieram por mar, perdão pelas estradas cheias de água, até ao encontro. A ideia foi de Paulo Gabriel e, além dele, os outros cinco heróis da epopeia foram Albino Resende, António Augusto Madail (o famoso mecãnico de Floretts da Fontinha), Armindo Melo, Joaquim Cunha, e José Agostinho da Silva. Na carrinha, mas depois também participantes do passeio em Abragão foram o luso-americano José Rendeiro (um "jovem" de quase 80 anos!), José Oliveira e Miguel Henriques.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A prova dos nove


Após alguma pesquisa, e no seguimento de uma "lebre" lançada na Feira da Moita há alguns dias atrás sobre se teria existido ou não uma Famel com motor Famel, metemo-nos em campo e constatámos que realmente existiram duas séries de Famel com motor com tampas Famel, mas faltava-nos a prova dos nove. Uma fotografia de um deles. Pois graças a um leitor da revista, o Sr Júlio Rosa (e não Alfredo como por engano o chamámos inicialmente aqui), ela aí está! (Dmc 21)

Campeões em dia de chuva


Decididamente, as clássicas estiveram bem activas no norte no fim de semana passado. Para além de Abragão (que vai ter direito a uma senhora reportagem na próxima Dmc) e do encontro de Viatodos (que também vai ser falado na revista), um pouco mais para norte, em Braga, teve lugar um track day para motos de competição, clássicas e não clássicas, promovido pela federação de motociclismo e onde, entre outros se reuniram três heróis das nossas pistas dos anos 60 e 70 - André Sobral, António Sousa Machado e "Maninho" Sobral - que prometem dar que falar no Troféu Nacional de Velocidade de Clássicas deste ano, todos eles a correr nas gloriosas Yamaha TD e TZ. Também aqui, o tempo não ajudou mas ainda se andou na pista durante uma hora em preparação para a primeira prova do campeonato que vai ter lugar no dia 24 de Abril no Autódromo do Estoril.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Minis no meio do Atlântico


No continente, os grandes passeios de mini-Hondas conseguem juntar 60 a 70 destas gloriosas máquinas dos anos 60, 70 e 80, mas quando Rui de Freitas, um madeirense adepto das "minis", e alguns amigos decidiram organizar um encontro deste tipo de motos na ilha há poucos dias atrás, conseguir-se 10 ou no máximo 12 máquinas já não parecia mau. Graças, porém, ao passa-palavra, muitos telefonemas, e um programa xpto, juntaram-se nada mais nada menos que 22 minis. A coisa correu tão bem que não só já está marcado um encontro similar para o ano que vem como já há também "ministas" do continente a pensar seriamente como podem, por barco ou por avião, participar no dito cujo! (Dmc 21)

Abragão, Abragón, Abragôn, Abragáo


Já tinha ouvido falar dele mas nunca se tinha proporcionado ir ao encontro de Abragão que este ano, no fim de semana da Páscoa, juntou entre participantes e acompanhantes quase 200 pessoas, incluindo portugueses, espanhóis, franceses e este ano também ingleses, todos eles fãs das motos clássicas e de bons passeios nas mesmas. Apesar do tempo não ter sido o melhor - no primeiro dia do passeio choveu mesmo à séria - confirmou-se aquilo que já me tinham dito, que o passeio é mesmo algo à parte entre os passeios de motos clássicas em Portugal ou não fossem António Ferreira e Beatriz Máximo, os pais da ideia, os motociclistas de clássicas portugueses que mais participam em passeios deste tipo de motos no estrangeiro. Muita gente interessante, muitas motos raras, muitas paisagens bonitas, gastronomia cinco estrelas (tirando o jantar do primeiro dia) e bom material para a próxima Dmc que está quase fechada e se tudo correr bem ainda esta semana vai para a gráfica. E só para aguçar o apetite do que vai ser a reportagem sobre o dito, aqui fica uma foto de um dos "happenings" do passeio: o casal de ingleses Ken e Kate Baxter, ele com 69 anos e ela com 68, que vieram de propósito das terras de Sua Magetade, participaram no encontro com uma Brough Superior SS80 quase da sua idade, fazendo os cerca de 300 quilómetros do mesmo sempre com um sorriso, e sem avarias! (Dmc 21)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Olha a Dmc. É fruta ou chocolate!


Uma das grandes queixas de quem prefere comprar a Dmc mês a mês em vez de assiná-la é que não é fácil encontrar a revista nas tabacarias e bancas de jornais mas pelo menos no Porto, a julgar por esta foto que nos chegou há pouco, não há motivos de queixa. Ela mostra o escaparate da Tabacaria Belas Artes (na Rua Morgado Mateus, junto à Biblioteca Municipal) e não obstante poder ver-se nela umas 10 ou 12 revistas de motos diferentes, há uma que parece ter mais direito a destaque as outras, não é? Segundo o dono da tabacaria, Sr. Pinto, a Dmc parece quase "O Jogo" ou "A Bola". Quando está para sair não há quase dia que não passe cá alguém a perguntar por ela e enquanto não sai não descansam. A solução foi pedir mais revistas à distribuidora e pô-las no escaparate à porta da tabacaria. É remédio santo".