sexta-feira, 16 de abril de 2010

Melhor que ouro


Ainda não é clássica nem tão pouco uma pré-clássica pois foi fabricada em 1993, mas a Suzuki SW-1 não só para lá caminha como pode orgulhar-se de ser a moto mais valorizada do mundo. E isto porque apesar da sua jovem idade, é tal maneira rara (só foi vendida no Japão e só durante alguns meses) e de tal maneira esquisita (parece-se muito com as scooters excêntricas dos anos 50 muitas das quais também só se fabricaram em pequenas séries),que tem despertado a atenção e interesse de coleccionadores de motos em todo o mundo. Quando, por milagre ou quase, aparece uma á venda, o seu valor pode chegar aos 15.000 euros, três vezes mais que o seu preço original de venda. O mais curioso é que até hoje não há uma explicação oficial para a marca japonesa a ter deixado de fabricar tão pouco tempo depois de ter sido lançada!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Famel Victoria das Franças


É sabido que graças a alguns dos muitos emigrantes portugueses na Europa que também gostam de motos e motorizadas clássicas, há umas quantas SIS Sachs V5, Famel Zundapp Xf17 e Macal M70 a morarem também para lá dos Pirinéus mas daí a imaginar-se que alguém se daria ao trabalho de levar para lá uma gloriosa mas rara Famel Victoria do começo dos anos 50 a precisar de um grande restauro, vai um longo caminho. Não que a máquina pese muito, uns 60-70 kgs, mas porque as peças, o desenho e o modelo de pintura, e tudo o resto vai ter também que vir de Portugal. Mas para Francisco Costa, um coleccionador português que mora já há bastantes anos nos arredores de Paris e que tem dezenas de máquinas - incluindo BMWs, monocilíndricas e bicílindricas inglesas, francesas e também uma Famel Victoria - tal não é problema. "É uma forma de estar mais perto de Portugal", diz ele. Visto assim, realmente, restaurar a Victoria em França vai ser engraçado!

A very special Royal


Mesmo nas terras de Sua Magestade haverá poucas Royals que se encontrem tão impec como esta G 350 de 1948 de Carlos Marques, do Porto, que tive a oportunidade de conhecer com os meus próprios olhos aquando da minha última ida à capital do norte. Depois de ter sido comprada em segunda ou terceira mão em Barcelos, ficou 10 anos a descansar numa garagem-arrecadação do Porto até que Carlos, um dia a fazer arrumações, deu com ela num canto, pôs-lhe os olhos em cima e decidiu que ia pô-la como nova. O trabalho-base foi feito em dois anos com a ajuda de um expert de Santo Tirso, Fernando Alves, mas deste então, todos os anos, vão sendo feitas novas e pequenas melhorias. Por coincidência, ou talvez não, desde então a moto tem sido eleita o melhor restauro em quase todas as concentrações de Cavalões em que entra. (Dmc 21, 22 e 23).

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Quase pronta para vir para a rua


José Pedro Almeida já tem esta "bomba", uma bastante rara e muito bonita scooter Binz dos anos 50, há 16 anos. Nos seus tempos de estudante, apesar dela não dar mais que 30kms/hora, andou muito com a mesma nas suas deslocações diárias mas por volta de 2000 começou a andar em motos maiores e encostou-a a um canto na garagem da sua casa em Oliveira de Frades. Daqui a pouco mais de um mês, porém, a Binz deve voltar a rolar e a encantar quem se cruzar com ela na rua graças a um restauro exaustivo, e bastante demorado - já lá vão quase cinco anos que foi começado - que José Pedro está a levar a cabo com a ajuda de alguns familiares e amigos locais. No total foram fabricadas apenas 1800 Binzs e presentemente só haverá em todo o mundo umas 100 operacionais. (Dmc 22)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quem disse que uma BMW tem que ser cara?


Victor Diniz, mais conhecido nos meios das clássicas como o Victor das Lambrettas, gosta sobretudo de scooters mas nos últimos anos, há semelhança de muita outra gente apaixonada por clássicas, começou a interessar-se também por motos e motorizadas. E uma das suas mais recentes aquisições foi esta BMW R75/5 de meados dos anos 70 que lhe ficou por qualquer coisa como 2000 euros. Por este preço, poder-se-ia pensar que ela só tinha o quadro, rodas, suspensão e pouco mais, mas não. Tirando os dois escapes, que estavam já meio podres e tiveram que ser substituídos, tudo o que a moto precisou para começar a andar foi um filtro de ar novo, uma limpeza nos dois carburadores e uma bateria nova. Segundo o próprio Victór, depois disso foi só dar à chave e ela começou a trabalhar. Para ficar como nova ainda vai ser preciso desmontá-la e tratar de tudo quanto é metais mas por 2000 euros e neste estado, é caso para dizer "Ca ganda compra!". (Dmc 22)

domingo, 11 de abril de 2010

O nosso homem da China


Chama-se António Silva, é portuguesíssimo da costa - nasceu e vive perto de Águeda - e talvez até nem nunca tenha ido à China mas é o responsável por uma pequena revolução a nível de peças para motorizadas portuguesas que tem a ver com a China e que pode ter consequências muito interessantes. Resumidamente, António manda fazer na China séries de peças para as motorizadas nacionais com mais procura e apesar de ter começado a fazer isto há pouco mais de um ano, o negócio está a pegar. Esteve na feira da Moita no mês passado, vai estar na Automobilia de Aveiro em Maio, e, a médio prazo, promete acabar com a falta da maior parte das peças mais procuradas para a V5, Xf17, K181, M70 e outras.

Back in the 70s'


Ver uma japonesa dos anos 70 a ser restaurada em Portugal é bonito. Ver duas ao mesmo tempo, como tivemos a oportunidade de ver há poucos dias atrás em Gaia, na Eurojap de Alberto Esteves, ainda é mais. A máquina da esquerda é uma Kawasaki 750 Mach IV de meados dos anos 70, encontra-se na Eurojap para uma revisão geral e pequenas alterações e vai depois para Oliveira de Azeméis. Quanto ao "bicho" da direita, é uma Honda 750 Four K2 de 1971 que se encontra na fase final de um resturo de raiz e que vem depois de Gaia para Lisboa. Dado o interesse desta máquina, e a qualidade do restauro, não estranhe se numa das próximas Dmc vir a descrição detalhada do trabalho feito nela!