quinta-feira, 9 de junho de 2011
A pouco mais de 24 horas do grande dia
Mostra-nos o fotógrafo que há em ti
Se fazes parte dos três, quatro ou cinco milhares de portugueses amantes de clássicas que são esperados em Fátima este fim de semana, este post é para ti. Descobre uma máquina fotográfica lá em casa, ou se não tiveres pede ao primo ou ao vizinho, e fotografa tudo o que te parecer que tem a ver com o grande evento. Desde a saída de casa, às peripécias do caminho, as paisagens bonitas por onde passes, ou já de Fátima propriamente dita. Tudo o que te parecer que tem interesse. Depois deste grande dia acabado, escolhe as mais bonitas e manda para o mail do evento, o todosafatima.2011@gmail.com. É que queremos fazer um baita dum artigo na próxima revista sobre o encontro e, quem sabe, um livro também, e uma, ou mais, das tuas fotos, pode ser uma das escolhidas. Contamos contigo!
terça-feira, 7 de junho de 2011
The girl from Odemira

Mais uma cara bem simpática que vai estar em Fátima no fim de semana. É a Climénia, é de Odemira, do grupo TT Extreme, e apesar do seu primeiro "amor" no mundo das duas rodas terem sido as motos modernas de grande cilindrada, há relativamente pouco tempo atrás - ajudada pelo namorado que também gosta destas coisas - começou a sentir um fraquinho pelas "senhoras" de 50cc. Ainda não decidiu bem que máquina leva ao grande evento mas ou vai ser uma Zundapp KS50 ou uma Macal M70. E vai a rolar desde casa, até ao Estádio Municipal de Fátima. Valente!
´"Estou, é do Todos a Fátima?"

Estes últimos dias antes do Todos a Fátima eram supostos ser de calma, ou calma relativa pelo menos. Tudo, ou quase tudo, o que é necessário para o evento parecia já ter sido tratado e por mais reuniões e check lists que tenhamos feito sobre o que ainda poderia ter que ser tratado, tudo parecia "bajo control" como dizem os nossos amigos espanhóis. Talvez ainda houvesse um telefonema ou outro, ou um mail ou outro de alguém a dizer que a moto com que estava previsto vir afinal não ia ficar pronta ou alguém a perguntar como se chega ao Estádio Municipal de Fátima. Assim fosse. Ou só assim fosse, porque nos esquecemos, ou pelo menos subestimámos, e de que maneira, um pequeno detalhe: a necessidade - é que acho que é isso mesmo, é uma necessidade - de muitos de nós termos que deixar as coisas para a última da hora. É só assim que consigo explicar a catadupa de telefonemas e mails de gente ainda a quererem informar-se e inscrever-se para o encontro. É que mesmo estando a dedicar, literalmente, 12 horas por dia para não deixar de responder a ninguém, mesmo assim tem havido dias em que parece que os pedidos são "mais que as mães". Mesmo tendo começado a divulgar o encontro há quase um ano, mesmo tendo anunciado há muito que nestes últimos dias os preços das inscrições seriam mais caros, mesmo assim, esta tal "necessidade" do deixar as coisas para a última da hora, parece irresistível para muita gente. E seja só por isso seja também por falta de informação, aposto aí uma bujeca com quem quiser como além desta gente que ainda se está a inscrever até sábado, no próprio dia ainda vamos ter mais uns quantos entusiastas de senhoras - 50, 100, 200, 500, não sei - a aparecer em Fátima para se inscreverem no dia. Uf.
E as previsões para o fim de semana são...

Com as chuvas dos dois últimos dias, não tem faltado quem se interrogue se vamos ser "benzidos" por São Pedro no fim de semana em Fátima, mas ao que parece tal não vai acontecer. Fazendo uso dos sites e blogues de meteorologia que costumo consultar antes de sair para o mar nos meus passeios barcófilos, nenhum deles aponta para chuva ou aguaceiros para o fim de semana. O Weatheronline.co.uk, um dos mais fiáveis, diz mesmo que as hipóteses de chuva na sexta ou sábado para todo o país são de 0,3% ou seja um terço de um por cento. O que sim, é quase certo que vai haver, é fresquinho. Entre 11 a 12 graus à noite e 22 a 23 durante o dia. Resumindo, parece que, pelo menos em matéria de meteorologia, vamos ter condições perfeitas ou quase.
Ps O mapa acima é do Weatheronline e mostra a previsão de chuva para o dia 11 na Eurpa. A cor verde indica tempo seco. Os azuis indicam chuva. De acordo com o dito, chuva só lá para as Franças e as Alemanhas.Merci, danke!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A Boss com sotaque brasileiro

Mesmo para quem só gosta de "motões" é difícil não se sentir algo especial pela Casal Boss, um dos símbolos máximos das gloriosas motorizadas portuguesas do antigamente. Com o seu ar de "jovem" precoce e inocente, ela foi a primeira motorizada de muitos de nós e mesmo para quem, como eu, que nunca teve uma, ela foi e vai ser sempre - eu acho - um símbolo do melhor que os anos 60, 70, 80 e 80 deram a este país. O que já poderá não ser tão fácil perceber é como é que um estrangeiro habituado a máquinas de média e alta cilindrada cheias de cavalos, altas tecnologias e outros superlativos técnicos, como é que ele, ou ela, se pode encantar com a "nossa" Boss. É que, ao que parece, ainda há uns quantos não-tugas que compartilham esta nossa paixão bossista. A maior parte deles são europeus mas pelo menos um deles, André Kano, é brasileiro de gema e tem um verdadeiro caso de amor com as Boss, ou pelo menos com a Bosss dele. Comprou-a um dia pouco ao desengano sem saber bem o que estava a comprar e quando começou a restaurá-la pensou por várias vezes desistir do trabalho e deitar a moto no contentor lá da rua mas segundo o próprio houve qualquer coisa mais forte que o fez continuar e hoje, a poucos dias do Todos a Fátima - onde a moto deve ir ter o "baptismo" de estrada - André sente-se um homem satisfeito. "Custou mais foi" diz ele. "A moto estava em tão mau estado que foi uma loucura restaurá-la. Mais ainda para alguém como eu que está habituado só a Hondas e à tecnología japonesa. Mas ainda bem que o fiz. É uma máquina com duas rodas deste país que me acolheu e, apesar de quase me ter dado cabelos brancos, consegui dar-lhe uma nova vida".
A SóClássicas que vem aí
A nossa próxima revista de clássicas vai surpreendê-lo. E isto por vários motivos. Um deles é o nome que vai aparecer na capa o qual já não vai ser MotoClássica mas SóClássicas. Um novo projecto de revista mas com o mesmo espírito de sempre. Falar do que há melhor de clássicas em Portugal. A bem da verdade, nem é a primeira mudança de título que temos desde que a revista começou. Primeiro foi "Da MotoClássica", depois há cerca de um ano atrás passou a ser "MotoClássica", e agora "SóClássica". As razões são várias mas a principal prende-se com a internacionalização da revista, para Espanha e o Brasil. O novo nome tem mais "pushing" a nível internacional. A ver se é agora mantemos este nos próximos 300 anos. Mas esta não é a única novidade. O tema da capa, uma Jawa, também é. Até hoje, ao que sabemos, nunca se tinha feito uma capa de revista de motos em Portugal com uma Jawa. Venderam-se aos milhares em Portugal mas foram sempre um pouco o patinho feio das médias cilindradas. Pois este número é dedicado a elas. É que além de terem sido o meio de transporte de milhares de portugueses, a sua história, ou a de alguns dos seus modelos, é espectacular. Nomeadamente a da Perak, a primeira Jawa produzida depois da segunda guerra mundial. Só ficar a conhecê-la, já vale a revista. Mas há mais: o nosso artigo sobre a Automobilia de Aveiro, as vendas mais xpto do leilão de Stafford, os últimos preparativos de Fátima, etc, etc. Boas leituras!
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