Tanto quando a fotografei no sábado em Cavalões no meio de quase outras 200 motos e motorizadas para a próxima Dmc como, depois, quando a analisei com mais calma já de volta à base na capital do betão, à primeira vista era só mais uma motorizada do passeio que chamava a atenção pelo seu nome e pelas suas linhas bonitas, mas esta "míuda" azul com ares dos finais dos anos 50, começo dos 60, tem muito que se lhe diga. Após consulta com vários "expertos" em motorizadas nacionais, nomeadamente o Carlos Martins de Sangalhos, o Arlindo Carvalho de Castanheira de Pera e o Reinaldo Estaca de Conceição de Faro, e depois de descobrir que não há nada documentado - pelo menos que tenhamos conseguido descobrir - sobre a marca até à data, tudo indica que se trata de uma motorizada de montagem nacional, de nome Carabelle (como tem escrito no depósito), com motor Sachs de três velocidades de punho, e terá sido fabricada pela Vilar para um distribuidor do norte do país. O nome seria uma alusão aos aviões franceses Caravelle que nessa altura eram uma força de respeito na aviação comercial e o logotipo no depósito até tem uma imagem de um Caravelle, mas porquê então Carabelle e não Caravelle? E quem era o distribuidor dono da marca? E onde é que ele se inspirou para estas linhas tão bonitas? Alguém que, por milagre, tenha conhecido o dono da marca, ou algum seu familiar, saberá elucidar o resto do país sobre estes e outros mistérios desta beleza?
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terça-feira, 27 de abril de 2010
O mistério carabelliano
Tanto quando a fotografei no sábado em Cavalões no meio de quase outras 200 motos e motorizadas para a próxima Dmc como, depois, quando a analisei com mais calma já de volta à base na capital do betão, à primeira vista era só mais uma motorizada do passeio que chamava a atenção pelo seu nome e pelas suas linhas bonitas, mas esta "míuda" azul com ares dos finais dos anos 50, começo dos 60, tem muito que se lhe diga. Após consulta com vários "expertos" em motorizadas nacionais, nomeadamente o Carlos Martins de Sangalhos, o Arlindo Carvalho de Castanheira de Pera e o Reinaldo Estaca de Conceição de Faro, e depois de descobrir que não há nada documentado - pelo menos que tenhamos conseguido descobrir - sobre a marca até à data, tudo indica que se trata de uma motorizada de montagem nacional, de nome Carabelle (como tem escrito no depósito), com motor Sachs de três velocidades de punho, e terá sido fabricada pela Vilar para um distribuidor do norte do país. O nome seria uma alusão aos aviões franceses Caravelle que nessa altura eram uma força de respeito na aviação comercial e o logotipo no depósito até tem uma imagem de um Caravelle, mas porquê então Carabelle e não Caravelle? E quem era o distribuidor dono da marca? E onde é que ele se inspirou para estas linhas tão bonitas? Alguém que, por milagre, tenha conhecido o dono da marca, ou algum seu familiar, saberá elucidar o resto do país sobre estes e outros mistérios desta beleza?
domingo, 25 de abril de 2010
Cavalões no norte, Sobral cá em baixo
A temporada dos passeios, encontros e outros eventos ligados às clássicas está, decididamente, a entrar em velocidade de cruzeiro. Ontem já tiveram lugar o encontro de Cavalões, no concelho de Famalicão e a primeira prova do Troféu de clássicas no Autódromo do Estoril, enquanto hoje há mais dois, um também em Cavalões - a chamada Feira das Peças, e outro o primeiro encontro de motos e motorizadas de Sobral de Monte Agraço. Directamente e com a ajuda de outros carolas destas artes, contamos fazer a cobertura de todos eles no próximo número da revista mas para já aqui ficam três fotos do encontro de Cavalões onde tivemos ontem e onde ficámos surpreendidos pela qualidade das máquinas presentes assim como pela organização e dinâmica do evento.(Dmc 22)
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