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sábado, 18 de setembro de 2010

O mistério das Neves


No passeio das Neves que teve lugar no mês passado e vai sair na Moto Clássica de Setembro, tinha muita coisa bonita. Tem sempre mas este ano mais ainda que noutras edições. E uma das que mais me chamou a atenção foi esta "senhora" do final dos anos 50 ou, na melhor das hipóteses do começo dos 60. Parece-se muito com uma Cruzador, o motor é Sachs de turbina mas tanto pelo motor como pela matrícula percebe-se que é uma 125cc e a OSP, tanto quanto sei, só fez máquinas de 50cc. Em face disto, poderia ser algo importado com motor Sachs, e até talvez seja, mas tanto quanto se sabe, também houve umas poucas montagens portuguesas com motores Sachs de 125cc que eram importados da Alemanha. Será esta uma destas? Já sei que enquanto não descobrir a resposta, não vou conseguir descansar, mas hei-de lá chegar!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Bifes das Famel chegam a Inglaterra

Keith e Pete, os dois ingleses residentes no Algarve, que se propuseram a ir de Loulé até Weston Super Mere, no sul de Inglaterra, em dois triciclos Famel para angariar fundos para uma instituição de caridade - e dos quais já falámos tanto aqui no blog como na revista - chegaram ao destino! Com uma série de aventuras pelo meio, entre as quais umas entradas em estradas na contramão (estes bifes!) e dois motores gripados, os dois "jovens" sexagenários demoraram cerca de um mês a fazer os cerca de 3000 kms que separam a pacata cidade algarvia de Weston Super Mere, mas lá conseguiram cumprir o seu objectivo.
Fora as avarias, as Famel aguentaram brilhantemente os quilómetros e as suas subidas e descidas e os seus donos ainda tiveram direito a uma reportagem da BBC quando chegaram às terras de Sua Magestade. A grande questão que se põe agora é o destino a dar aos triciclos pois há vários museus e outras instituições interessados em ficar com eles. Bué, bué era um dos museus interessados ser o de Birmingham, o mais famoso de Inglaterra em duas rodas. Será?

E ainda talvez lá volte

Ontem foi dia de ir ao Museu do Design, perto do Terreiro do Paço em Lisboa, fotografar a colecção de scooters de João Seixas, da qual vamos ter um artigo de seis páginas na próxima revista. Já lá tinha estado uma primeira vez há umas duas semanas mas ontem voltei com mais calma e para fotografá-la toda, ou quase toda pois duma ou outra não se conseguia mesmo fazer bonecos. E se já gostava, muito, de scooters, sobretudo de scooters exóticas, antes de ver a colecção, confesso que depois de poder ver em carne e osso ontem algumas das minhas "heroínas" nesta arte, como a CZ Cezetta, a Maico Maicoletta, as Heinkel com sidecar, as Zundapp Bella, as Bernardet, a Sunbeam, as Vespas mais antigas, as Lambrettas, e tantas outras - a colecção tem quase 50 máquinas diferentes - fiquei ainda mais encantado. Mas não foi só com as motos, e com o ambiente em que se encontram, numa mistura de anos 60 - o museu fica no antigo edifício-sede do ex-Banco Nacional Ultramarino, cheio de reminescências desses anos de ouro das scooters. Fiquei também a admirar, ainda mais, o manancial de scooters interessantes que João Seixas conseguiu juntar. Tanto quanto sei foi ele que fez esta colecção e sejam quais sejam as possibilidades que terá tido para o fazer, só uma paixão incomensurável pode ter permitido que conseguisse fazer o que fez. Para quem ainda não viu a exposição, a dita recomenda-se altamente. Está aberta até 24 de Outubro e a entrada é gratuita. Para quem não puder ir, e mesmo para quem já foi ou ainda vai, fica a promessa de termos na Moto Clássica 26 uma boa mostra do que lá está exposto. Mas, pese, isso, aquilo é tão bonito que acho que ainda lá vou outra vez. Nem que seja para dizer um último olá às "senhoras" antes delas voltarem à sua base, em Marinhais.


sábado, 11 de setembro de 2010

A dois tempos, claro

Tanto em Bruxelas, onde se decretou a sua morte lenta, como um pouco por todo o mundo, muita gente ligada às motos é da opinião que os motores a dois tempos são pouco mais que uma relíquia do passado mas este motor da Wartsila finlandesa mostra que não é bem assim. É que ele é nada mais nada menos que o maior motor do mundo - pesa 2300 toneladas, tem 14 cilindros e debita 108.920 cavalos - e trabalha a dois tempos, com uma mistura à bae de gasóleo e óleo que além de ser 50% mais eficiente que os motores normais a diesel, é bastante mais amiga do ambiente. Quem sabe se daqui a uns tempos não vamos ainda vamos ver coisas semelhantes, mais mais pequenas, a andarem outra vez a "motorizar" motos por aí. Só a título de curiosidade, este vai equipar um dos maiores porta-contentores do mundo e está a acabar de ser construído na Coréia do Sul.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Os heróis do Barlavento

Até há pouco tempo atrás, o fenómeno do restauro e coleccionismo de motos e motorizadas clássicas no barlavento algarvio era uma miragem ou quase. Enquanto em Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Albufeira e São Bartolomeu de Messines havia, e há, dezenas e dezenas de apaixonados pelas "senhoras", em lugares como Lagos,
Portimão, Lagoa ou Silves quase não se viam motos antigas na rua, quase não havia colecionadores, e não havia um único passeio de clássicas. Em Chão das Donas, porém, uma pequena aldeia nos arredores de Portimão, um grupo de "teimosos" meteu na cabeça no ano passado fazer um passeio. Foi um balão de ensaio mas que pegou
pois este ano, na sua segunda edição, o dito já contou para cima de 50 motos e motorizadas e algumas bem engraçadas como a SIS Sachs V5 (na foto de cima) considerada uma das V5s mais bem restauradas de todo o país ou as duas "custom" lindíssimas da segunda e da terceira foto - uma delas de uma Macal TR50 e a outra de uma Top Racing - que, a julgar pela criatividade dos depósitos e dos bancos, só podem ter sido feitas por artistas cinco estrelas.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A Ducati Chanel

Há um ano atrás, o costureiro Karl Laggerfeld já tinha surprendido o mundo das motos clássicas com uma Triton que ele mandou personalizar para uma campanha publicitária dos perfumes Chanel e que ficou conhecida desde então como a Triton Chanel. Pois ao que tudo indica, a Chanel gostou de tal maneira do anúncio que Karl terá tido luz verde para fazer uma nova campanha de perfumes da mesma com uma moto clássica. Pelo menos é o que se pode deduzir deste filme publicitário que foi feito no domingo passado na Place de la Concorde, no centro de Paris e que, literalmente,

fez parar o trânsito. A modelo escolhida foi a jovem actriz inglesa Keira Knightley de 25 anos, a qual, vestida com uma peça inteira em camurça cor de pele e com botas a condizer, foi posta aos comandos de uma Ducati 750 Sport dos anos 70, especialmente pintada em cor de pele, a toilete só ficando completa com um capacete Ruby (a marca de capacetes abertos mais exclusiva do mundo) também ele em cor de pele. Ao que parece Keira não sabe andar de moto mas nada que não se resolva num filme publicitário: puseram-na em cima de um atrelado (que supostamente nao se vai ver no anúncio) e ela lá terá andado em cima dele na Place e nos Champs Elysees. Para as cenas em que se tinha mesmo que ver a moto a andar foi usada uma motociclista a sério, parecida com ela, com medidas
muito semelhantes e vestida também da mesma maneira. O que nos fica por saber é como vai ser a cena final do filme. Nas fotos finais que foi possível fazer na Place de la Concorde, Keira aparece, com a Ducati no descanso mas já tirada do reboque, ao lado de três gândulos de aspecto duvidoso em motos modernas (Yamahas MT1, talvez). O que terão eles a ver com ela e a Ducati? Que ansiedade, não é? A resposta só a vamos ter num daqueles intervalos publicitários de novela do mês de Novembro ou Dezembro, em que somos bombardeados com anúncios de perfumes mas pelo menos este ano temos mais um motivo para os ver além das caras bonitas: a Ducati Chanel!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Recorde mantem-se holandês

Ainda não foi desta que o recorde do mundo holandês de um encontro de motorizadas clássicas foi batido. A última tentativa nesse sentido teve lugar este fim de semana na Suécia, na pequena cidade de Mellstig, e o objectivo era ultrapassar o recorde laranja de 1237 motorizadas, o qual se encontra registado no livro Guiness dos recordes já há vários anos. A organização sueca contou com os mais diveros apoios e conseguiu levar até Mellstig ciclomotores vindos de todo o país, alguns depois de terem rolado centenas de quilómetros, assim como alguns da Finlândia e da Noruega mas no final ficou-se pelas 985 "senhoras". Não terá dado para o recorde mas terá sido na mesma um grande encontro e, quem sabe, uma fonte de inspiração para outras iniciativas.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Getting international

Já na sua quarta edição, a prova de rua para motorizadas clássicas de Vila da Fonte, no concelho de Santa Marta de Penaguião já era um sucesso a nível regional mas agora corre o sério risco de se vir a tornar uma espécie de TT do sul da Europa. E tudo por que a revista espanhola Solo Moto, uma das principais publicações de motos
do país vizinho, "descobriu" a prova e fez uma reportagem do evento onde elogia não só a organização como "las locas máquinas lusas". Sabendo-se do espírito guerreiro espanhol e sabendo-se também que um dos clubes de motos clássicas

mais dinâmicos de Espanhha em provas de de velocidade, o Moto Club Los Charros, é de Salamanca, a menos de 200 kms de Vila de Fontes, não será de espantar se já no ano que vem a prova começar a ter as suas primeiras participações de além-fronteiras.

domingo, 5 de setembro de 2010

A "volta" do Gunther


Sempre tive a ideia que a Kreidler Florett é uma das motorizadas mais resistentes do mundo e basta vermos as aventuras do Paulo Gabriel, António Madail e o resto do chamado "Grupo da Murtosa" que quase mês sim mês sim fazem passeios estradistas nas suas gloriosas máquinas, por vezes de centenas de quilómetros, para não termos qualquer ponta de dúvida sobre isso. Face a isto, a Kreidler K50 com o seu quatro aberto parecia-me uma daquelas motorizadas recomendadas na época para senhoras e padres, para deslocações pequenas e a baixa velocidade. Mas parece que afinal ela foi, é, muito mais que isso. Quando a Kreidler resolveu lançá-la e 1950, um jornalista e cineasta de nome Gunther Markert ofereceu-se para fazer 60.000 kms com ela, o equivalente a uma volta ao mundo, para mostrar a sua resistência. A imprensa da época achou graça à ideia e foi acompanhando as suas andanças, que duraram cerca de um ano, o que tornou a K50 na altura imensamente famosa na Alemanha. Quanto a Gunther, supõe-se que também terá achado graça à iniciativa mas, ao mesmo tempo, terá ficado com uma certa frustação a pensar que em vez de fazer tantos quilómetros só na Alemanha e nos países vizinhos podia era ter mesmo dado uma volta ao mundo. E isto porque passados três anos, em 1954, o nosso amigo pegou noutra K50 e foi mesmo dar uma volta ao mundo. Saiu da Alemanha, rumou a Itália, meteu-se pelos Balcâs, chegou à China, visitou o Japão, depois os Estados Unidos, dali voou para Marrocos, passou o estreito de Gibraltar, e daí regressou à Alemanha. Depois disto, cada vez que vir uma K50 vou ter que olhar para ela com mais respeitinho, e admiração.

sábado, 4 de setembro de 2010

Belezas em Sintra

Sintra voltou a fazer o seu passeio, e que passeio. Não tanto pela quantidade de motos - já terá havido edições do passeio com mais participantes - mas sobretudo pela qualidade das presentes. Muita coisa bonita e bem restaurada mas, para lá das Triumphs, Nortons e BSAs e outras inglesas dos anos 50, 60 e 70 que costumam dominar o passeio, o que mais chamou a atenção foram máquinas de outras paragens e outros tempos, umas mais recentes, outras mais velhinhas. Entre as mais recentes,

um dos destaques foram as motos italianas, incluindo Ducatis, Laverdas, Aermachis, Moto Morinis, MV Agustas, e outras. Umas delas graças a Henrique Sobral (aqui a conversar com um outro "italianaista"), que só por si trouxe três ou quatro signoras da sua Cantanhede, mas não só. Outra "raça" que deu nas vistas foram as japonesas. Sempre houve japonesas em Sintra mas talvez nunca tantas como este ano. Entre Hondas (sobretudo), Kawasakis e uma ou outra Suzuki e Yamaha, seriam mais de 20, todas elas modelos interessantes. Mas a par destas coisas mais recentes
Sintra teve uma outra atracção que impressionou. Foram as "senhoras" dos anos 20 e 30, em particular esta AJS B5 de válvulas laterais e de 1924 que Martyn Knight trouxe do Algarve e que foi votada pelos participantes como a melhor moto do encontro. Martyn comprou-a há uns meses atrás num encontro de motos pré-1930 em Bambury em Inglaterra, trouxe-a para Portugal e restaurou-a toda em tempo recorde para a ter pronta para o encontro de Sintra e fez com ela todo o passeio. Mais uma deste luso-britânico que não pára de surpreender. Well done, man.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Os cavaleiros, e a donzela

Hoje em dia corriam o risco de serem convidados a passar uns tempos no Júlio de Matos ou outro hospital de desaparafusados da cabeça mas nos anos 50 e 60 muitos scooteristas divertiam-se a participar em concursos e desfiles carnavalescos. Na maior parte dos casos, o máximo que faziam era vestir-se com uma roupa fora do comum, fosse ela de cowboy, Zorro, astronauta ou o que fosse mas estes dois participantes num concurso organizado em meados dos anos 50 nos arredores de Paris levaram a coisa à séria. Arranjaram um "costume" de cavaleiros da idade média com botas e armadura de metal e até lanças, conseguiram montar-se com aquilo tudo nas suas scooteres (ambas Bernardets do tipo 51) e lá foram para o concurso. Escusado será dizer que ganharam o primeiro prémio, e ainda tiveram direito a uma foto com a jovem donzela que também se pode ver na foto. Só não percebo muito bem como é que eles conseguiam conduzir as Bernardets com as lanças na mão mas tenho um palpite que as lanças deviam ir presas nalgum suporte. Com aquela armadura toda, as pernas deviam ter que ir no ar e eles de certezinha que precisavam dos dez dedos das duas mãos para conduzir as máquinas.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A outra italiana

Enquanto a Moto Clássica 25 parece ter sido alvo de bruxedos e outros azares e só hoje, uns quatro dias depois do previsto, deverá seguir pelo correio para os assinantes, aqui na caverna da redacção da revista já se trabalha afincadamente na próxima que contamos conseguir ter pronta dentro de três semanas. E um dos temas que estão mais avançados para a mesma é a terceira parte da triologia inicida na Dmc 24 sobre os exítos desportivos das três grandes marcas itialianas dos anos 50, 60 e 70 - a Gilera, a MV Agusta e a Moto Guzzi. E apesar da pesquisa sobre o tema (com a ajuda da nossa correspondente internacional Beatriz Máximo), ainda ir a meio, já fizemos algumas "descobertas" interessantes, uma delas sobre a moto da foto de hoje, a famosa Moto Guzzi V8. Já tínhamos ouvido falar dela por várias vezes mas tínhamos a sensação que nunca tinha alcançado grandes êxitos desportivos. E ao que parece, foi mesmo assim. Lançada em 1957, tecnicamente a máquina era um espectáculo para a época, e a sua velocidade de ponta, 280 kms/hora, um assombro (só 20 anos as outras marcas do campeonato chegaram a esta velocidade). Mas ao que também parece, era dada a todo o tipo de avarias e era (muito) perigosa de conduzir. A tal ponto que em 1958, e depois de alguns dos melhores pilotos do mundo terem tido quedas aparatosas com ela - e de um ou outro se ter magoado a sério - a Moto Guzzi não terá conseguido contratar ninguém que estivesse disposto a conduzí-la para o Campeonato Mundial de Velocidade dessa época. Sabendo-se que a maior parte dos pilotos de competição de duas rodas têm um parafuso a menos, devia ser um "animalzinho" mesmo muito especial.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Quem podia resistir?



No meio das pesquisas que comecei ontem a fazer ontem para a Dmc 26, cruzei-me com algum material publicitário de bicicletas e motos do muito antigamente - dos anos 10 e 20 do século passado - e, literalmente, fiquei ainda mais apaixonado pelo que seria o mundo das duas rodas naqueles tempos. A maioria do material eram cartazes, o das bicicletas até fazia parte de uma exposição em França só de cartazes da Terrot, mas um deles, o das motos Lewis


confesso, nunca tinha ouvido falar - era a capa de um catálogo de 20 páginas em que cada uma das páginas, ao que parece, era uma aguarela com um casal a andar em motos da marca no meio de paisagens idílicas. Com coisas tão bonitas, como é que alguém conseguia não se apaixonar por bicicletas e motos?

Mas nem tudo naqueles tempos era idílico. Para além da ideia romântica, havia publicidade que explorava a adrenalina da velocidade. Este acima, também da Terrot, mostra um sujeito sem capacete, está claro, a andar ao lado de um comboio - e aparentemente mais depressa que ele - e ainda a olhar para trás. Ou o condutor da Terrot tinha uma mão cheia de parafusos a menos na cabeça ou, o que é mais provável, quem fez o cartaz seria um excelente ilustrador mas nunca teria andado de moto.

domingo, 29 de agosto de 2010

Quase 250!


Poderá não ter sido o maior passeio só de motorizadas clássicas português de todos os tempos, mas com quase 250 participantes, o Passeio do Paço Branco que teve lugar ontem em Conceição de Faro terá andado muito perto disso. O dia não estava nada fresquinho, antes pelo contrário, mas as máquinas presentes mais que compensavam as (altas) temperaturas do dia. Só V5s seriam umas 10, Casal K181 umas cinco, e assim por diante. Muitas "belezas" a chamaarem as


atenções, incluindo um ciclomotor NSU muito bem restaurado, uma Goricke também impec, uma Cruzador Spada (extra passeio e que na foto de baixo se pode ver na mini-feira realizada em parelelo ao passeio) com algumas particularidades interessante mas com todo o aspecto de nunca ter sido alterada, uma Superia, uma mini Masac, etc, etc.


Entre as várias novidades que o passeio deste ano teve em relação às edições anteriores, conta-se uma exposição de clássicas da região, com claro destaque para as motorizadas e ciclomotores, as duas raínhas do dia.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A clássica do século XXII

Embora as naves espaciais sejam o veículo por eleição de qualquer filme de ficção científica que se preze, alguns, sobretudo até aos anos 90, também contemplavam a existência de motos, sempre futurísticas está claro. A série televisiva Galactica 80 do começo dos anos 80 foi um deles. O briefing do realizador para os criadores das motos era simples: fazer as motos mais futurísticas que alguma vez se pensou. Mais simples que isto era difícil. E o que pareceu na época mais futurista foi criar uma moto - na altura as motos do futuro ainda tinham duas rodas! - com uma turbina de avião a fazer de motor e duas mini-asas rebatíveis por trás do banco que se abriam quando a moto acelarava a fundo e levantava voo! Com o nome apropriado de turbociclo, a moto era suposta ser usada como veículo de apoio à nave Galactica quando esta, repleta de descendentes de terráqueos e em fuga de um planeta do além, aterrasse num novo planeta com ar (que por acaso aconteceu ser a Terra!). Embora a série fosse americana, os timings para a criação das três motos que eram precisas eram apertadíssimos o que fez com que uma delas acabasse por ser apenas um modelo em esferovite pintado. Quanto às outras duas, tinham cabeça, tronco e membros por assim dizer, mas tanto numa como noutra, por trás da suposta turbina estava o de uma normalíssima Yamaha MX 175. Das duas "verdadeiras", no entanto, só resta uma. Numa das cenas finais da série, era suposto um dos heróis ser atingido por um míssil quando voava no seu turbociclo. O míssil, porém, só destruía a parte de trás e o nosso herói conseguia aterrar no chão com a metade da frente da moto. Para fazer a cena, foi preciso literalmente partir ao meio um dos dois turbociclos, a outra metade aparecendo sozinha no ar (com a ajuda invisível de um helicóptro e um cabo de fibra transparente a segurar a meia-moto). O herói chegou cá abaixo inteirinho, mas coitado do turbociclo!



segunda-feira, 26 de julho de 2010

A Nicky da Pedra

Clque na imagem para ampliar

Ontem foi dia de muito calor, e de praia, mas aqui na Dmc, com o patrão chato que temos, foi dia de trabalho, muito trabalho. O passeio da Pedra logo de manhã, depois o passeio dos Carochas de Aveiro, depois Barcelos, depois Porto, e depois ainda voltar para Lisboa onde a burrinha de serviço acabou por chegar já passava da meia noite. E como não dá para dar conta aqui as muitas coisas interessantes que vi pelo caminho - umas que são já para a próxima Dmc (a 25) enquanto outras são para a outra a seguir - fica o registro uma das que mais me surpreendeu, a Victoria Nicky do Eduardo do Carregado. Já uma vez, talvez há um ano atrás, tinha tomado conhecimento da existência desta simpática "pequena" mas nunca imaginei encontrar nenhuma em Portugal - ao que parece ela é raríssima - na altura não lhe prestei toda a atenção devida. Pois ontem, na Pedra, esta amarelinha lá estava, discreta mas muito bonita, no meio de umas 50 outras scooters. Acabou por não participar no passeio por se ter partido o cabo de arranque - é, parece que o arranque é por cabo - mas lá estava, lindíssima e como que a pedir para falarmos dela na revista. E como a uma "senhora" se satisfaz todos os seus pedidos, possivelmente na Dmc 26, vamos debruçar-nos sobre o seu historial e os planos do Eduardo para ela.