quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A única das únicas


A marca, Cerccato, já de si é bastante rara. Ficou a dever-se ao legendário engenheiro italiano Fabio Taglioni que em 1949 ou 1950 desenvolveu um motor revolucionário monocilíndrico de 75cc, a quatro tempos, com dupla árvore de cames à cabeça, e que depois vendeu o conceito ao grupo industrial Cerccato. F. Taglioni viria depois a tornar-se famoso ao ir trabalhar, primeiro para a Mondial, e depois para a Ducati, tendo tanto numa como na outra criado alguns dos motores mais famosos de sempre destas duas marcas. A partir do projecto da moto, a Cerccato construiu cinco exemplares da mesma, tendo depois disso desisitido de produzir motos. Das cinco só uma existe ainda mas essa uma, de tão rara, e tão bem restaurada, acaba de ser eleita a moto clássica do ano pela American Motorcycle Association, a maior associação motociclística norte-americana.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Réplica de Merkel em leilão


O original foi construído artesanalmente pela Merkel, uma marca americana de 1910, para bater recordes. E como bateu. Pilotada por Maldwyn Jones, um dos grandes campeóes da época, ganhou 24 das 41 provas em que entrou, ficou 10 vezes em segundo, e três em terceiro. Tinha um motor Jefferson de 500cc e como se pode reparar, nada de travões. Desapareceu mas um mestre em restauros de motos, Chris Cutler, fez uma preciosa réplica dela que vai agora em Janeiro a leilão, em Las Vegas. Dada a sua exclusividade, promete alcançar um preço interessante. Será que ninguém por cá, se entusiasma a criar uma réplica das máquinas de Inocêncio Pinto? Nem que fosse só pelo dinheiro, era um investimento garantido.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Será que não há nenhuma?


Já falei com Antónios, Manueis, Joaquims, Franciscos, Pancrácios e sei lá quem mais dos meus contactos ligados a motorizadas para tentar descobrir uma Casal RZ50 em bom estado para a ficha da motorizada do mês da próxima Dmc. Seja deles seja de outras pessoas que me contactaram espontaneamente sobre o assunto, já recebi "n" dicas sobre este modelo da Casal mas nenhuma, por mais incrível que pareça, está como eu gostaria. Será que sou eu que estou a ficar demasiado perfeccionista com as fotos da revist? Tenho ainda três ou quatro dias para descobrir uma mas começo a ver as coisas complicadas. E eu que, há umas semanas atrás, parei casualmente num café em Foros de Almeirim, no meio do nada, só para fotografar uma Vespa e uma motorizada que estava ao lado dela - e que por acaso era uma Casal RZ50. Na altura não estava ainda tão interessado na dita cuja e não lhe prestei talvez a devida atenção. Como tenho vontade de roer as unhas com pena da minha falta de caco. Tens que estar mais acordado, pá!

Duas a não perder


Enquanto a Dmc 18 avança a olhos vistos - também pouco mais tenho feito que trabalhar nela - avizinham-se dois eventos que também me vão tomar algum tempo, e muita atenção. Um é a feira de Aveiro do próximo fim de semana. Umas pessoas dizem que vai ser interessante, outras dizem que aquilo não tem nada de engraçado para se ver e para já, verdade seja dita, não posso dizer nem que concordo nem que discordo de uma ou outra opinião. Nunca fui a nenhuma feira de Aveiro de Dezembro. À de Maio já fui duas vezes e gostei muito. Muita gente, muitas motos, muito ambiente, porreiro. A esta nunca fui. Mas pelo que sinto da organização, pelo menos vontade de fazer coisas parece haver. Daqui a quatro ou cinco dias, já posso dizer o que acho. Mas há mais. Um pouco mais para norte, em Famalicão, os homens do Indian Clube de Portugal estão a preparar o que parece ser a exposição de motos clássicas mais interessante que já se fez em Portugal desde a que Pedro Pinto fez na Expo há uns 10 anos atrás. A dita cuja só abre as portas dia 05 mas diz quem está a acompanhar a organização da mesma, que vamos lá ver algumas maravilhas que muitos de nós não imaginávamos que existissem sequer. Não sei como se chega lá de moto nesta altura com tanta chuva e frio, mas hei de descobrir o caminho.

domingo, 22 de novembro de 2009

A cartada RZ


Começo dos anos 80: a braços com um mercado estagnado, pressões salariais cada vez mais difíceis de satisfazer, e o fenómeno nascente mas cada vez mais preocupante das importações de motorizadas japonesas, a Casal tenta voltar aos seus tempos áureos da segunda metade da década de 60 e dos anos 70 com lançamentos cada vez mais ambiciosos. E entre aqueles em que a empresa arriscou mais, o da RZ50 foi certamente um deles pois a mesma destinava-se ao segmento de motorizadas desportivas onde a Casal não tinha tido, até então, qualquer êxito comercial. João Casal, porém, era um homem extremamente arrojado e apesar de todos os problemas, resolveu arriscar dando luz verde ao projecto. Não obstante todos os seus avanços tecnológicos a nível nacional e preço competitivo, a motorizada não foi o sucesso que se esperava mas hoje, passados 25 anos, a Dmc resolveu prestar-lhe uma homenagem, fazendo dela a motorizada nacional da Dmc 18. A máquina, o que ela representou na altura em termos de novidade, e a saudosa Casal, merecem! Caso alguém saiba alguma coisa sobre a mesma, a Dmc agradece, e agradece.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Não é linda?


Depois da Cezeta, e aproveito a ocasião para agradecer as ajudas recebidas nos últimos dias com dados interessantes sobre a mesma, ando às voltas com as outras três fichas da próxima Dmc. E a primeira delas é a da motorizada estrangeira do mês a qual vai ser a belíssima Itom Astor. Já tenho bastantes dados sobre ela mas se alguém souber quem foi o importador da Itom em Portugal ou tiver informações sobre Itoms que tenham vindo parar a Portugal, ficávamos todos a ganhar!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Cê quê?


Alguém aí sabe alguma coisa da Cezeta, a scooter da CZ? Vi uma há um mês e picos atrás no encontor da Vagueira e achei-lhe graça. Aquilo parece um autocarro de dois andares. E agora deu-me para fazer dela a scooter do mês do próximo número da Dmc. Se alguém quiser ajudar, é mais que bem vindo.