sábado, 26 de setembro de 2009

Derny quê?




Ontem, no meio de arrumações e mais arrumações, dei com uns apontamentos sobre esta moto francesa dos anos 50 de que, confesso, nunca tinha ouvido falar antes: a Derny Taon. E apesar de todas as motos serem interessantes, esta fez-me parar um pouco para pensar. Até talvez nem fosse grande coisa a andar - nos entretantos já vim a saber que a embraiagem era dura o punho das mudanças (tinha três de mão) era sensível - mas as suas linhas parecem divinais, talvez saídas de algum flime de James Bond ou de uma série do tipo Star Trek. Repare-se só na suspensão dianteira, tipo Aeron, ou ainda na interligação entre o farol da frente e o depósito de gasolina. Até aqui, para mim, a MZ era a moto desta época com uma óptica mais esquisita mas isto bate tudo. Ao que consta, a Derny especializava-se em bicicletas com motor usadas em velódromos. No começo dos anos 50, foi comprada por Robert Fenwick, um homem que já tinha sido importador da Lambretta para França e que era também o representante dos helicópteros Bell em França. Tentou relançar a Derny com algo revolucionário e a Derny Taon foi a sua aposta. O motor era um AMC monocilíndrico de 125cc e o nome Taon era um diminutivo do apelido do jovem designer da moto, Roger Tallon, na altura quase acabado de sair da universidade mas que mais tarde viria a ser mundialmente conhecido por ser o designer de centenas de produtos famosos, entre eles o TGV!

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