sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Boss com sotaque brasileiro


Mesmo para quem só gosta de "motões" é difícil não se sentir algo especial pela Casal Boss, um dos símbolos máximos das gloriosas motorizadas portuguesas do antigamente. Com o seu ar de "jovem" precoce e inocente, ela foi a primeira motorizada de muitos de nós e mesmo para quem, como eu, que nunca teve uma, ela foi e vai ser sempre - eu acho - um símbolo do melhor que os anos 60, 70, 80 e 80 deram a este país. O que já poderá não ser tão fácil perceber é como é que um estrangeiro habituado a máquinas de média e alta cilindrada cheias de cavalos, altas tecnologias e outros superlativos técnicos, como é que ele, ou ela, se pode encantar com a "nossa" Boss. É que, ao que parece, ainda há uns quantos não-tugas que compartilham esta nossa paixão bossista. A maior parte deles são europeus mas pelo menos um deles, André Kano, é brasileiro de gema e tem um verdadeiro caso de amor com as Boss, ou pelo menos com a Bosss dele. Comprou-a um dia pouco ao desengano sem saber bem o que estava a comprar e quando começou a restaurá-la pensou por várias vezes desistir do trabalho e deitar a moto no contentor lá da rua mas segundo o próprio houve qualquer coisa mais forte que o fez continuar e hoje, a poucos dias do Todos a Fátima - onde a moto deve ir ter o "baptismo" de estrada - André sente-se um homem satisfeito. "Custou mais foi" diz ele. "A moto estava em tão mau estado que foi uma loucura restaurá-la. Mais ainda para alguém como eu que está habituado só a Hondas e à tecnología japonesa. Mas ainda bem que o fiz. É uma máquina com duas rodas deste país que me acolheu e, apesar de quase me ter dado cabelos brancos, consegui dar-lhe uma nova vida".

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