
Não há muita gente que se possa orgulhar de ter feito grandes viagens de Vespa muito menos várias viagens intercontinentais que no total chegam quase 300.000 quilómetros como foi o caso do italiano Giorgio Betinelli. Nascido na cidade de Crema, na Lombardia, Giorgio parecia destinado ao teatro mas ainda em novo descobriu que o que gostava mesmo era de viajar e conhecer novas culturas. Primeiro fê-lo de avião mas quando, no começo dos anos 90, na Indonésia, lhe pagaram uma dívida com uma Vespa, descobriu que dali para a frente só iria fazer viagens de Vespa. Acabou por fazer quatro, todas elas transcontinentais ou intercontinentais, a maior de todas sendo a última que envolveu a subida de todo o continente americano desde a Terra do Fogo até ao Alaska, a travessia - de barco - do Alasca para o norte da Rússia pelo estreito de Bering - e a descida do continente asiático e dp do australiano, até á Tasmânia. Depois de tanta viagem, fixou-se na foz do rio Mekong e morreu à três anos. Dado que só há dados dele em italiano poderíamos nunca saber da sua existência mas graças a um luso-angolano curioso nestas matérias vespistas, o Joaquim Correia, que teve a sorte de o conhecer pessoalmente em Luanda, numa das suas andanças e que dá conta do mesmo no seu blog, o orientacoes8.blogspot.com