quinta-feira, 17 de março de 2011

A monocilíndrica, quase, sem limites


O entusiasmo nacional à volta do Todos de Fátima está a surpreender tanto como, digamos, o termos pela primeira vez desde o Afonso Henriques três equipas apuradas para os quartos de final da Liga Europa, mas assim como a vida não é só feita de futebol, há muitas outras coisas interessantes nas motos antigas para lá de Fátima. E uma delas é um dos artigos da próxima MotoClássica. De há uns sete meses para cá, temos vindo a falar na revista sobre o historial de várias grandes marcas no mundo das corridas. Começámos com as très marcas italianas com mais "pedigree" nestas coisas (primeiro a Gilera, depois a Moto Guzzi e depois a MV Agusta) depois continuámos com as japonesas (Honda, Suzuki, Yamaha e no mês passado a Kawasaki)e este mês começamos com as inglesas, a primeira das quais é a Norton. E eu que pensava que até já sabia umas coisas sobre a marca - ou não fosse a Norton Commando uma das motos que hei-de um dia ter quando tiver garagem para isso - vim a descobrir uma montanha de coisas que afinal não sabia. Dados históricos, pequenos detalhes, curiosidades e outras coisas. O artigo da marca foi acabado ontem, uf, e embora me tenham ficado mil e um pormenores dele na cabeça, há um que é, muito provavelmente, o mais interessante de todos. É a constatação de como primeiro James Norton, o fundador da marca, e depois os engenheiros que o sucederam no departamento de novos projectos da Norton, como eles foram prodigiosos no desenvolvimento, ao longo de quase 50 anos, de uma família de monocilindrícos primeiro de 500cc e depois 350cc também, todos eles evoluções do motor da primeira Norton - a Model 1 ou "Energette" - concebida por James ainda antes de 1910 e que, praticamente até ao fim se mantiveram extremamente competitivos. É obra!

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