terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A primeira grande "bomba" da Peugeot

Quando a guerra mundial de 1914-18 eclodiu, o mundo das motos de corrida estava no auge. Tanto na Europa como nos Estados Unidos, várias marcas investiam o dinheiro que tinham e o que não tinham para terem a moto mais rápida senão do mundo, pelo menos do seu continente. Nos Estados Unidos, o supra-sumo era a Indian V Twin de oito válvulas que era realmente muito avançada para o seu tempo e que desde o seu lançamento em 1912 até à guerra, era a moto que detinha mais recordes oficiais de velocidade. Na Europa não havia nada que se lhe chegasse perto mas das várias marcas que tentaram aproximar-se dela, a que talvez tenha chegado mais longe foi a Peugeot com esta sua também V Twin, de 500cc e válvulas laterais. A máquina era provavelmente o que havia de mais rápido no velho continente na altura, mas para a Peugeot isso não chegava e passado pouco tempo, a sua V Twin deixou de participar em provas e foi substituída por uma quadricilíndrica em V (ou V Double Twin como dizem os ingleses) com dupla árvore de cames à cabeça, e ainda com uma suspensão dianteira de paralelogramos duplos. A moto era tão avançada que não só rapidamente destronou a Indian do pódio de moto mais rápida do mundo como se manteve o "benchmark" das motos de competição e de recordes de velocidade durante quase 10 anos, até ao final dos anos 20, quando aparecerem a Rondine e as outras "bombas" italianas de cilindros deitados que viriam dominar o mundo dos recordes na década de 30.



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