
domingo, 31 de outubro de 2010
O campeão de 49

sexta-feira, 29 de outubro de 2010
As loucuras do Erwin

Em homenagem ao pai
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Quase 300.000 euróis!


quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Os calendários do Rui
Quando o Rui Herdandinha, da Arraiolbike um dia destes se ofereceu para me mostrar as antigas instalações da oficina de motos da família bem no centro de Arraiolos, não hesitei. Avisou-me logo que não havia lá motos mas ainda assim achei que valia a pena, nem que fosse para imaginar como seria o bulício da terra há 40 anos atrás cheia de movimento e motorizadas paradas à porta da oficina. Lá chegados, as ditas realmente eram só quatro paredes e um tecto que já deve deixar entrar chuva por aqui e ali. E motos, efectivamente não havia nenhuma. Mas, no meio do entulho todo, havia algo bastante interessante, e pelo menos para mim, cheio de vida. Calendários. Calendários de parede dos anos 60, 70 e 80 que apesar da sua idade, dizem muito, seja sobre as motos que se vendiam na altura, seja sobre a forma das promover. Uma maravilha. E todas ainda na parede, independentemente do seu ano. Dir-se-ia que o pai do Rui, que era quem dirigia a oficina na altura, usava o calendário e depois deixava-o na parede como quadro. Grande ideia. E ainda bem que ninguém se lembrou de os tirar de lá.
Este da Motoesa é o mais recente de todos. Tem pouco mais de 20 anos e além da moto futurista desenhada em cima mostra parte da gama que a empresa fabricava na altura, tendo em primeiro plano a Motoesa EFS Formula I já com jantes de liga leve e outras modernices.
Este, da EFS, é de 1981 - pouco antes dela fechar - e é também interessantíssimo pois mostra talvez toda a gama da marca na época, com as motorizadas mais "potentes" em primeiro plano e com os condutores das ditas com capacetes integrais, portugueses também provavelmente. Com um pouco de sorte, alguém que fez este anúncio ainda se lembrará dele e poderá contar-nos alguma história à sua volta.
Este, com a ajuda do Google, parece-me ser de 1979, e digo parece-me porque não lhe consigo descobrir o ano impresso no mesmo. É da Simões & Filhos e pela importância do pneu (e da jovem toda atrevida que faz questão de nos apontar o seu dedo para ele), percebe-se que na altura o negócio da Verdenstein já era de longe o mais importante da empresa.
Este, da Famel, e de 1969, é o mais antigo de todos. Pela paisagem de fundo, talvez até tenha sido pintado por algum artista local inspirado na bonita Pateira de Fermentelos que se situa perto da antiga fábrica da Famel mas o que é mais curioso nele são as duas motos que o artista, e os responsáveis da Famel, decidiram apresentar, as quais não consigo identificar. Seriam modelos concretos ou seriam imaginados pelo artista?
Haverá por aí mais gente que tenha destes preciosos calendários desta época? Com um pouco de sorte, ainda fazemos aqui no blog uma galeria deles.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Para primeiro, não está nada mau

Enquanto, sobretudo na Grande Lisboa ou no Grande Porto, já vai havendo encontros monomarcas, mais ou menos formais, de inglesas, alemãs, italianas, japonesas e norte-americanas, de "senhoras" da Europa do Leste ainda não tinha havido nenhum. Há coisa de um mês atrás, porém, uma série de carolas da Jawa e da CZ do norte arregaçaram as mangas e em poucas semanas conseguiram por de pé um encontro histórico pois apesar da sua pouca divulgação ainda conseguiu reunir 15 máquinas das duas marcas o que terá constituído a maior concentração de Jawas e CZ da Peninsúla Ibérica nos últimos 40 anos. Foi em Santo Tirso e entre as máquinas presentes contavam-se desde uma rara Jawa Perak de 1947 (a moto mais antiga do encontro) até várias Jawas 559 dos anos 60, passando por outras coisas bonitas como uma CZ 450 de 1961, uma Cezeta, duas CZs twins e outras. Visivelmente entusiasmado com o êxito do encontro, Daniel Moutinho, o responsável do blog do clube (http://jawaczportugal.blogspot.com)e um dos promotores da iniciativa, diz que o mesmo superou todas as expectativas. "Começámos a preparar isto há pouco mais de um mês, de uma forma muito informal e mesmo assim conseguimos reunir 15 motos. Imagine-se o que poderemos fazer para o ano com mais tempo e mais organização. Quem sabe até conseguimos trazer gente de fora".
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Uma surpresa chamada Guimarães
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
"Estes gajos estão malucos, sabe?"
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A ver quem quer ficar com ela

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Ele também vai
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Desde Portugal, por essas Europas fora
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Afinal não acabou

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domingo, 17 de outubro de 2010
O homem era mesmo um génio

Das seis motos que já tive até hoje, duas foram Hondas e tanto antes de as ter como depois, sempre tive uma alta estima pela marca. E apesar de, até há poucos anos atrás, não me interessar muito por motos antigas, já tinha lido umas coisas sobre o começo da Honda e o seu fundador, Soichiro Honda. Neste fim de semana, no entanto, os meus conhecimentos sobre a matéria aumentaram, e de que maneira. Tudo por causa do artigo sobre os primórdios da Honda no mundo das competições que estou a preparar para a próxima edição da revista e que me tem ocupado uma boa parte do fim de semana. O tema é apaixonante mas no meio das pesquisas todas descobri este cartão postal que aparentemente não tem nada de especial mas que, pensando melhor parece-me ser um bom exemplo do muito de génio que Soichiro tinha em si. A foto é de 1952 e mostra um camião que Soichiro se lembrou de utilizar na época para promover, a sua primeira "máquina" completa, a Honda Club F. Passados 10, 15 e 20 anos, muitas outras marcas de motos, inclusive portuguesas, lembraram-se de utilizar camiões para promover as suas novidades em duas rodas mas em 1952 e fazendo uso de quase 20 jovens com cara engraçada, e apraltadas como se fossem para a escola, quem seria capaz de resistir a comprar uma moto destas?
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Vamos ver o Cannonball?
Até à coisa de um ano atrás o Cannonball - que traduzido à letra pode denominar-se o "homem-bala" - era algo meio nubloso para mim. Sabia que era o nome de um passeio de resistência de clássicas que tem lugar todos os anos nos Estados Unidos mas tirando isso, era um mistério. Este ano, porém, fui juntando informação daqui e dali, e o puzzle começou a ganhar forma. Descobri - brilhantemente! - que o passeio é uma travessia dos Estados Unidos, de costa a costa, numa distância de quase 5000 kms. Realiza-se todos os anos no verão, tem uma duração de 16 dias, e as motos participantes têm que ser anteriores a 1916. O nome Cannonball advém do facto do passeio ser uma homenagem a Erwin Baker que era homem-bala de profissão mas que nas horas vagas dedicava-se a tentar bater o recorde da travessia dos Estados Unidos, de moto claro. A primeira travessia completa que terá feito em termos oficiais (com controlos de partida e chegada) terá tido lugar 1916, e como só podia ser naquela altura, foi feita em parte por estradas de asfalto, mas também por estradas de terra e caminhos de cabra ou quase. A acompanhar tudo isto, aqui e ali fui descobrindo uma ou outra foto do passeio mas ontem dei com estes dois videos e cheguei à conclusão que eles ajudam a perceber um pouco o que é este espectacular passeio e o espírito que se vive nele.
O primeiro é do Rhinebeck Meeting um encontro que tem lugar no Estado de Nova Iorque pouco antes do começo da travessia e onde há um espaço próprio para os participantes do passeio e o outro é sobre o Cannonball em si. Tanto um como o outro estão em inglês mas mesmo para quem não domina a língua do Shakespeare, penso que vale bem a pena vê-los.Com um pouco de imaginação, até se pode sentir o maravilhoso cheiro a gasolina e óleo que emana dos tubos de escape das "senhoras"!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A "fábrica" de Forjães
Esta já está no vir
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Zenith ou não Zenith?

O nosso herói holandês

segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A primeira vez


Com o título "The rising sun is shining" (O sol nascente está a brilhar), o artigo começa por referir as origens da indústria motocíclistica do país, as marcas (incluindo a Asahi, Cabton, Daihatsu, Hirano, Iwasaki, Kurogane, Mazda, Meguro, Rikuo e outras) e o tipo de motos fabricado.

Aqui pode ver-se em cima do lado esquerdo uma Cabton bicilíndrica de 500cc, seguido de uma scooter Rabbit, e em baixo uma Honda Benly e um ciclomotor Nissan de 60cc.
domingo, 10 de outubro de 2010
Só um cheirinho
Depois da feira de Stafford no final de Abril, a Classic Motorbike Show que vai ter lugar dentro de semanas em Birmingham é a segunda grande feira de "senhoras" que se realiza anualmente em terras de Sua Magestade. A edição deste ano ainda não se sabe ao certo como vai ser, mas aqui fica o video oficial do que foi o ano passado e que já dá para ficar com água na boca. A feira tem lugar paredes meias com outro grande evento ligado a motores clássicos, o Classic Motor Show de Birmingham de automóveis e tanto um como o outro vão ter lugar de 12 a 14 de Novembro. Apesar da feira ir ter motos de todo o mundo, como todas as outras feiras inglesas a enfâse vai ser em inglesas e japonesas, e no seguimento do que já aconteceu em Stafford na primavera é de se esperar, sobretudo em motos que não sejam as sagradas dos bifes - como tudo o que é inglês dos anos 10 e 20,e ainda tudo o que é Broughs, Vincents, Velocettes e outros Rolls Royces das dus rodas - grandes "bargains", ou como dizemos cá na terra, umas boas pechinchas.
E já que estamos em dia de videos sobre grandes feiras europeias que têm a ver com clássicas, porque não termos também um videlozinho sobre a última edição da Veterama, a qual é, segundo os experts, a maior feira de motos e carros clássicos em todo o mundo e que também está mesmo aí É em alemão mas mesmo a gente percebendo muito pouco da língua do Goethe, é interessante e quase nos faz sentir como se estivéssemos lá.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A Saab do presidente
Bob J. Sinclair liderou os destinos da Saab-Scania of America durante quase 20 anos. Bob era um pequeno génio em marketing - a grande viragem da marca sueca de carros populares nos anos 50 e 60 para carros de luxo daí para a frente é-lhe atribuída - mas tinha um dilema. É que além dos carros em geral e dos carros suecos em particular (durante alguns anos trabalhou também para a Volvo North America) era igualmente apaixonado por motos.
Dada a sua posição, ainda para mais numa empresa de automóveis, muita gente no seu lugar teria relegado as motos para segundo plano mas ao que parece Bob não. Quando em meados dos anos 70 soube que um inglês, Ray Tye, tinha adaptado o motor de um Saab 96 de três cilindros e 841cc no quadro de uma Bsa Rocket III (o que fez com que a moto fosse baptizada com o nome de "Saabsa"), não descansou enquanto não o conseguiu convencer a vender-lha.
Levou-a para os Estados Unidos, arranjou maneira de a legalizar e durante anos e anos usou-a regularmente, não só aos fins de semana como também durante a semana para ir de casa para o trabalho, na Saab-Scania. Bob, infelizmente faleceu há alguns anos atrás, vítima de um cancro, mas a sua Saabsa - que além do quadro da BSA e do motor Saab tem peças de outras marcas das duas e das quatro rodas como a caixa e a embraiagem que são de uma Triumph ou o radiador que é um Morris Minor - continua por cá, e imagine-se onde? Na sala da direcção do actual presidente da Saab-Scania North America!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Os conselhos delas para elas

Que as clássicas são daquelas paixões que quase nos fazem endoidecer, já todos sabíamos. Que nós homens que gostamos de clássicas somos uns incompreendidos por que são muito raras as mulheres que entendem esta nossa paixão, também já todos sabíamos. Mas que elas, finalmente estão a começar a tentar perceber esta nossa "loucura", isso sim, é que já é uma grande novidade! É o que se pode concluir do artigo que a revista feminina norte-americana "The Frisky", com milhões de leitoras, acaba de publicar dedicado nem mais nem menos às mulheres que têm maridos ou namorados que gostam de clássicas. Realizado após uma série de entrevistas com apaixonados de "senhoras", o artigo enumera os dez conselhos que na sua opinião elas devem seguir para "conquistarem" os seus bem amados. O único problema é escolher qual o melhor conselho!
Conselho número 1: Se ele te convidar para andares de moto, adopta a filosofia do lugar de trás. Não lhe tentes mostrar que sabes mais que ele em matéria de pistons e cambotas por que podes deixá-lo complexado.
Conselho número 2: Não lhe fales em nenhum dos teus heróis dos sonhos ligado a motos como Steve McQueen ou James Dean. Deixa-o pensar que ele é o maior.
Conselho número 3: Não lhe perguntes porque é que a moto dele faz tanto barulho. Talvez devido a traumas de infância, muitos motociclistas homens são obcecados com ruídos.
Conselho número 4: Arranja o teu próprio capacete para quando ele te convidar para andar de moto. Embora eles nem sempre pensem assim, os capacetes deles nunca na vida são tão bonitos como os nossos. Mas quando fores comprar o teu capacete lembra-te que para as clássicas, os mais apropridados são os "abertos". Além do capacete, arranja também um par de óculos próprios para clássicas. São muito giros!
Conselho número 5: Muitos "deles" não acham graça a scooters, mas se o teu marido ou namorado é um desses, não te importes. Não é assim tão mau e se ainda não tens uma moto tua, é uma boa alternativa para pensares numa. São muito bonitas e não precisas de ter dois metros de altura para chegares com os pés ao chão.
Conselho número 6: A menos que ele seja um "pro", não lhe peças para fazer cavalinhos ou burnouts, sobretudo se estiveres sentada no banco de trás. O teu coração pode não aguentar a emoção!
Conselho número 7: Em matéria de situações perigosas, "eles" são um pouco como os pescadores, gostam sempre de exagerar um bocadinho. Se ele te contar coisas do género que um dia a moto deu três cambalhotas no ar e aterrou direitinha ou que noutro (dia) conseguiu quase passar entre dois pingos de chuva, mostra-te espantada e diz que ele é fantástico.
Conselho número 8: Não toques sem autorização. Como tu, a clássica dele é uma peça muito delicada e sensível. Se quiseres tocar nela ou mexer nalguma coisa, pergunta-lhe primeiro se ele não se importa. Vai sentir-se todo importante.
Conselho número 9: A clássica dele vem em primeiro lugar. Pedires-lhe para ele a vender é um pouco como ele pedir-te para venderes os teus sapatos!
Conselho número 10: Todos os motociclistas adoram sentir que a moto deles é fantástica. Diz-lhe algo como "a moto é muito gira" e vais ver que depois disso, com um pouco de sorte, ele até se oferece para ir contigo às compras ou leva-te a jantar fora.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A aero-moto, e a outra

Dos oito aos oitenta

terça-feira, 5 de outubro de 2010
As "Citroens" de duas rodas




segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A Konsul de 2000cc

monocilíndrico de 500cc e tirou-lhe o motor. Ainda pensou em "muscular" também este motor mas quando viu que era difícil aumentar-lhe a capacidade muito para lá dos 1000c começou à procura de motores monocilíndricos de aviões dos anos 10 e 20 do século passado e há dois anos descobriu um na Veterama, a maior feira alemã
de automobilia e motobilia, com 2000cc que fazia parte de um motor radial. Comprou-o, desmontou-o, reforçou o quadro, ampliou o bloco motor da Konsul para 6,2 cmpara ele poder receber o novo cilindro, e ainda substituiu algumas peças do novo cilindro, nomeadamente o pistão que pesava três quilos, por equivalentes em liga leve (de "apenas 1,676 kgs). O único senão da moto, para além do peso de mais de 400 kgs, é o arranque. Embora tenha kick, é preciso tanta força que só super-homens é que a conseguem pôr a trabalhar assim. A alternativa é arrancar de empurrão, com a ajuda de dois, ou três ou mais amigos!
domingo, 3 de outubro de 2010
O negócio e a paixão
Hernâni Serra, o homem da foto, e o sócio Rui Sousa, eram adeptos das duas rodas em jovens mas as curvas da vida levaram-nos, já há uns bons anos a esta parte, a montar um negócio de compra e venda de automóveis usados nos arredores de Lisboa. Desde então, a atenção dos dois em matéria de motores estava toda, ou quase toda, dedicada às quatro rodas, mas há coisa de dois anos atrás, um deles, deu-lhe na cabeça para comprar uma moto clássica, e comprou a Honda 150 da foto Não era bem a máquina que queria mas foi a que arranjou e o certo é que se adaptou tanto a ela que hoje em dia, quando tem que sair do stand para ir tratar de alguma coisa, não vai em nenhum dos muitos carros do stand, vai de Honda 150. Se a "doença" ficasse por aqui, ainda ia, mas não. Depois da Honda, veio uma Xf, depois da Xf uma Fórmula I, e hoje em dia, os dois já têm umas 10 motos e motorizadas clássicas, nenhuma delas para venda, e cujo restauro a paixão de ambos nas horas vagas. "Podíamos ter ficado pela Honda e já estávamos muito bem", diz Hernâni, "Mas conforme vamos arranjando mais uma parece que é um pouco da nossa juventude que voltamos a reviver, sobretudo para o Rui (Sousa) que teve quase 20 Xfs, todas compradas em segunda mão, e gostava de tudo o que era bom na altura, fossem Fórmulas I, Lotus, Kreidler ou outras coisas. Podermos ter isto agora, e pôrmo-las como novas, é uma alegria!
sábado, 2 de outubro de 2010
O mistério sem fim aparente

Gonzalo Dias continua inconsolável. O feliz proprietário da única LRS que se conhece em Portugal, e no mundo continua sem saber qual a origem da sua peça de museu.
Por mais que procure, Gonzalo ainda não descobriu as origens da moto, que tem um motor Zundapp com três mudanças, nem o significado da palavra LRS. Sobre as origens, tudo indica que elas são italianas e muito próximas da Santamaria pois há uma série de detalhes na moto que são tipicamente da Santamaria que se comercializou em Portugal na década de 50 e no começo dos anos 60, nomeadamente a nível de depósito, a mala de ferramentas, os guarda-lamas e o protector de corrente. Se tudo o resto fosse também similar à Santamaria, parte do mistério estaria desvendado mas o problema é que não é assim. O quadro, por exemplo, apesar de muito similar ao "T" reforçado da tradicional Santamaria tem o braço frontal em curva enquanto o da Santamaria é completamente rectílino. E depois há a óptica e o guiador, também muito pouco "santamarianos" e bem mais portugueses. Mas tanto uma coisa como outra podem ter uma explicação bem simples. É que a Santamaria fazia mais modelos que a que foi importada para Portugal e nem todas tinham o mesmo quadro da que a "nossa". O mistério maior tem a ver com o nome "LRS". Gonzalo diz que a sigla poderia referir-se a um garagista de Lisboa dos anos 50 chamado Luís Rocha dos Santos, mas não tem certezas nenhumas sobre essa possível ligação. Alguém cá dos Lisboa, ou do resto do país, terá algumas pistas sobre esta preciosidade?
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