segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A clássica do século XXII

Embora as naves espaciais sejam o veículo por eleição de qualquer filme de ficção científica que se preze, alguns, sobretudo até aos anos 90, também contemplavam a existência de motos, sempre futurísticas está claro. A série televisiva Galactica 80 do começo dos anos 80 foi um deles. O briefing do realizador para os criadores das motos era simples: fazer as motos mais futurísticas que alguma vez se pensou. Mais simples que isto era difícil. E o que pareceu na época mais futurista foi criar uma moto - na altura as motos do futuro ainda tinham duas rodas! - com uma turbina de avião a fazer de motor e duas mini-asas rebatíveis por trás do banco que se abriam quando a moto acelarava a fundo e levantava voo! Com o nome apropriado de turbociclo, a moto era suposta ser usada como veículo de apoio à nave Galactica quando esta, repleta de descendentes de terráqueos e em fuga de um planeta do além, aterrasse num novo planeta com ar (que por acaso aconteceu ser a Terra!). Embora a série fosse americana, os timings para a criação das três motos que eram precisas eram apertadíssimos o que fez com que uma delas acabasse por ser apenas um modelo em esferovite pintado. Quanto às outras duas, tinham cabeça, tronco e membros por assim dizer, mas tanto numa como noutra, por trás da suposta turbina estava o de uma normalíssima Yamaha MX 175. Das duas "verdadeiras", no entanto, só resta uma. Numa das cenas finais da série, era suposto um dos heróis ser atingido por um míssil quando voava no seu turbociclo. O míssil, porém, só destruía a parte de trás e o nosso herói conseguia aterrar no chão com a metade da frente da moto. Para fazer a cena, foi preciso literalmente partir ao meio um dos dois turbociclos, a outra metade aparecendo sozinha no ar (com a ajuda invisível de um helicóptro e um cabo de fibra transparente a segurar a meia-moto). O herói chegou cá abaixo inteirinho, mas coitado do turbociclo!



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