quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A outra italiana

Enquanto a Moto Clássica 25 parece ter sido alvo de bruxedos e outros azares e só hoje, uns quatro dias depois do previsto, deverá seguir pelo correio para os assinantes, aqui na caverna da redacção da revista já se trabalha afincadamente na próxima que contamos conseguir ter pronta dentro de três semanas. E um dos temas que estão mais avançados para a mesma é a terceira parte da triologia inicida na Dmc 24 sobre os exítos desportivos das três grandes marcas itialianas dos anos 50, 60 e 70 - a Gilera, a MV Agusta e a Moto Guzzi. E apesar da pesquisa sobre o tema (com a ajuda da nossa correspondente internacional Beatriz Máximo), ainda ir a meio, já fizemos algumas "descobertas" interessantes, uma delas sobre a moto da foto de hoje, a famosa Moto Guzzi V8. Já tínhamos ouvido falar dela por várias vezes mas tínhamos a sensação que nunca tinha alcançado grandes êxitos desportivos. E ao que parece, foi mesmo assim. Lançada em 1957, tecnicamente a máquina era um espectáculo para a época, e a sua velocidade de ponta, 280 kms/hora, um assombro (só 20 anos as outras marcas do campeonato chegaram a esta velocidade). Mas ao que também parece, era dada a todo o tipo de avarias e era (muito) perigosa de conduzir. A tal ponto que em 1958, e depois de alguns dos melhores pilotos do mundo terem tido quedas aparatosas com ela - e de um ou outro se ter magoado a sério - a Moto Guzzi não terá conseguido contratar ninguém que estivesse disposto a conduzí-la para o Campeonato Mundial de Velocidade dessa época. Sabendo-se que a maior parte dos pilotos de competição de duas rodas têm um parafuso a menos, devia ser um "animalzinho" mesmo muito especial.


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